Texto gerado por inteligência artificial, segundo o Método.

Évora — o que foi prometido, o que foi pago e o que foi auditado

Edição datada. A sucedeu-lhe A economia de Évora e o dinheiro público que chega ao concelho por fora da câmara. O estudo que lhe sucedeu reconcilia o que esta edição escreveu.

Uma leitura transversal do município de Évora: o registo de projetos do plano de recuperação, o registo de contratos públicos e o catálogo do tribunal de contas do Estado.


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Três limites

São 4 das famílias de produtos do Tribunal, e não a totalidade delas.

A secção de contratos é um limite superior sobre uma janela truncada. O Portal BASE tem 24 436 contratos para o concelho de Évora. 600 deles são os publicados mais recentemente, entre 2026-05-08 e 2026-08-04. Um contrato executado em vários municípios é devolvido pelo filtro de cada um deles pelo seu valor integral, pelo que um total de contratos por concelho é um limite superior e os totais por concelho nunca podem ser somados entre si.

Não existe um valor da UE para um município. A geografia mais fina a que os dados da UE ao nível de projeto chegam para Portugal é a região NUTS3. Isso é um nulo.


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O que foi prometido e o que foi pago

O Plano de Recuperação e Resiliência publica um instantâneo com atualização integral a cada dia, sem histórico de versões: o ficheiro do dia anterior desaparece pura e simplesmente da fonte. O instantâneo tem a data de referência 2026-08-19.

Aprovado e atribuído a Évora€167 372 756fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal[a verificar]
Pago e atribuído a Évora€86 944 669fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal[a verificar]
Execução51,95fonte · calculado %
Localizações de projeto em Évora2 311
das quais exclusivas de Évora2 267
das quais partilhadas com outros concelhos44

Vêm da camada de gestores do ficheiro de beneficiários — as linhas Beneficiário Intermediário e Beneficiário Direto —, que dá exatamente uma linha por localização de projeto e transporta tanto o montante aprovado como o montante pago dessa localização. A contagem dessas linhas, 398 747, é exatamente igual à contagem de linhas do ficheiro de distribuição geográfica: a camada decompõe o dinheiro uma vez e uma só vez.

A coluna de quota percentual do ficheiro de localizações fica a €1 169 do mesmo valor aprovado, o que é arredondamento à quarta casa decimal na quota publicada e mais nada. A outra coluna de quota desse mesmo ficheiro, a que parece ser uma quota de pagamento por localização, repete em cada linha o rácio de pagamento de todo o projeto, e lê-la como quota inflaciona o valor pago de Évora numa ordem de grandeza.

A nível nacional, o mesmo critério dá €24 491 396 628 aprovados e €14 299 597 753 pagos em 397 030 projetos, uma taxa de execução de 58,39 %. Évora detém 0,68 % do total nacional aprovado e executa-o abaixo da taxa nacional. Uma coisa a saber sobre esse denominador: €3 655 353 461 do total nacional — 14,93 % dele — ficam fora de qualquer concelho, registados como nacionais ou sem localização, pelo que a quota de dinheiro atribuível a um lugar é ligeiramente maior do que o valor acima.

Onde assenta a promessa

Não existe uma coluna de componente no ficheiro de projetos; o componente é o prefixo do código de investimento, e é a única chave disponível. As localizações de projeto de Évora caem em 13 dos 21 componentes do programa.

ComponenteNomeAprovado (€)Pago (€)LocalizaçõesVencidas
C05Investimento e inovação49 138 48624 944 6837357
C07Infraestruturas29 684 10129 061 01910
C02Habitação23 666 2046 207 6063939
C01Serviço Nacional de Saúde17 468 4454 140 1612317
C06Qualificações e competências16 886 5948 565 82270428
C04Cultura15 706 3557 512 458165
C16Empresas 4.03 923 6422 172 6628069
C19Administração pública digital3 843 588973 2462014
C13Eficiência energética em edifícios2 631 7881 488 8851 009349
C03Respostas sociais2 453 446887 8453124
C21REPowerEU1 400 432553 5613081
C11Descarbonização da indústria389 587347 25033
C08Florestas180 08689 47342

Os nomes dos componentes vêm do próprio ficheiro de investimentos de quem publica os dados.

Investimento e inovação é o maior bloco isolado de dinheiro aprovado em Évora, e pagou menos de metade dele. Infraestruturas chega ao concelho através de uma localização de projeto isolada e é, ainda assim, onde está o maior montante efetivamente pago: um programa rodoviário moveu €29 061 019 através de Évora, mais do que saúde, habitação e cultura juntas (€17 860 225). E uma contagem de localizações não é uma medida de dimensão. A Eficiência energética em edifícios tem 1 009 delas para €2 631 788 aprovados, uma média de €2 608 por localização.

As cinco maiores localizações de projeto

InvestimentoProjeto, como a fonte o designaAprovado aqui (€)Pago aqui (€)ConcelhosConclusão prevista
C07-i02Missing links e Aumento capacidade da Rede - EN14, EN4, IC35, IP2, EN125, EN211, EN344, IP8 (A26), Baião/Ponte Ermida, IP8 (EN121), IP8 (EN259)29 684 10129 061 019172026-12-31
C05-i01.01New Space Portugal9 792 9164 075 659192026-06-30
C02-i06Residência da Malagueira7 483 162012026-03-30
C04-i02Mosteiro de São Bento de Cástris6 000 0005 700 00012026-08-31
C01-i10Aquisição de equipamento médico pesado (EMP) de tecnologia avançada a instalar no novo Hospital Central do Alentejo5 314 868012026-03-31

A coluna «concelhos» é a razão pela qual um valor municipal exige cuidado: o programa rodoviário no topo dessa tabela está espalhado por 17 municípios e a aliança de investigação por 19. O que aparece no total de Évora é a parcela de Évora de cada um, do ficheiro de beneficiários e não por rateio.


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Quem detém o dinheiro e quem o recebe

Os mesmos euros podem ser contados através de duas camadas diferentes, e as duas nunca podem ser somadas: a camada de beneficiários é uma segunda vista do mesmo dinheiro, não uma parcela dele. Também não é uma vista completa.

CamadaEntidadesContratado (€)Pago (€)
Gestores — os organismos que administram e desembolsam22167 372 756fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal[a verificar]86 944 669fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal[a verificar]
Beneficiários finais — quem efetivamente o recebeu1 823133 907 58856 184 907

A camada de beneficiários fica €30 759 762 aquém da camada de gestores no dinheiro pago. Essa diferença não é fuga: é dinheiro em projetos contratados diretamente, que não têm qualquer linha de beneficiário final. A maior parte dela é uma rubrica isolada — os €29 061 019 do programa rodoviário, cujo gestor não aparece em linha alguma de beneficiário final.

O IAPMEI - AGÊNCIA PARA A COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO, I.P. é o maior detentor isolado do dinheiro do PRR aprovado para Évora, com €39 036 811 contratados e €21 784 396 pagos — e é uma agência nacional que encaminha dinheiro, não um beneficiário. A INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, S.A. detém €29 684 101 e recebeu €29 061 019, o maior desembolso isolado do concelho.

GestorContratado aqui (€)Pago aqui (€)
IAPMEI - AGÊNCIA PARA A COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO, I.P.39 036 81121 784 396
INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, S.A.29 684 10129 061 019
INSTITUTO PARA O ENSINO SUPERIOR, I.P.20 392 7154 547 683
ADMINISTRAÇÃO CENTRAL DO SISTEMA DE SAÚDE I.P.17 622 1034 258 060
FUNDO DE SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO CULTURAL14 554 1146 771 580
INSTITUTO DA HABITAÇÃO E DA REABILITAÇÃO URBANA, I.P.11 679 5275 032 781

Os seis acima são os maiores de 22 organismos da camada de gestores; os outros 16 são agências e fundos nacionais que detêm montantes menores. A fonte devolve 23 linhas e não 22, porque um organismo detém dinheiro de Évora sob dois papéis diferentes — uma contagem de linhas aqui não é uma contagem de organismos.

Entre os 1 823 beneficiários finais, a universidade é o maior beneficiário final nas duas medidas — contratado e pago. Os sete maiores por montante contratado:

Beneficiário finalContratado aqui (€)Pago aqui (€)Projetos
UNIVERSIDADE DE ÉVORA38 596 976fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal14 265 99674
Município de Évora12 069 013fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal2 047 33620
GEO SAT, LDA9 415 5243 736 4981
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAUDE DO ALENTEJO, I.P.8 898 6043 380 10613
HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E.7 746 863563 5279
HABÉVORA - Gestão Habitacional, E.M.7 085 6403 614 2618
Património Cultural, IP6 944 1146 442 1135

O próprio município não é o canal principal do dinheiro do PRR no seu território (inferência, a partir das duas tabelas acima: a câmara aparece na camada de beneficiários com menos contratado do que a universidade, e não aparece de todo na camada de gestores). Um leitor à procura de «o que a câmara fez com o dinheiro» estaria a olhar para o ator errado na maior parte deste total.

Existe uma terceira camada, a de fornecedores, com 6 entidades. Não reconcilia com os totais dos projetos e a sua coluna de localização significa outra coisa.


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O que significa «dentro do prazo» nestes dados, e o que está vencido

EstadoLocalizações de projeto
Concluídas na data prevista ou antes dela1 445
Concluídas com atraso222
Não concluídas644
— das quais com a data prevista já passada608
— das quais ainda dentro do prazo36

O estado está na data de referência do próprio instantâneo, e não na de hoje, porque é essa a data por que a fonte fala.

1 011 das 1 445 localizações contadas como dentro do prazo registam uma data de conclusão efetiva que cai exatamente na data prevista — 69,97 % delas. Uma diferença modal de zero a essa escala é mais consistente com um campo fechado administrativamente do que com uma entrega observada e datada (inferência). As restantes 434 localizações registam uma data efetiva anterior à prevista, e a mesma dúvida sobre a forma como estes campos são preenchidos aplica-se também a elas.

Duas coisas afinam essa leitura, e uma delas impede que seja uma crítica a Évora. Primeiro, 470 dessas coincidências exatas são linhas em que a data de início, a data prevista de conclusão e a data efetiva de conclusão são o mesmo dia. Não é possível observar um projeto a começar e a terminar no mesmo dia a essa escala, pelo que essas linhas registam uma convenção de preenchimento e não uma data observada (inferência). Estão reunidas numa linha de investimento isolada. Segundo, o padrão é nacional e não local: em todo o país, 177 241 de 246 545 localizações dentro do prazo têm o mesmo carimbo de data exata, 71,89 %, ligeiramente acima do valor de Évora. As datas de conclusão do registo não podem ser lidas como entrega observada em sítio algum. Portanto, a contagem de localizações dentro do prazo é prova fraca, e citá-la em bruto exageraria a pontualidade por uma margem larga.

O grupo dos vencidos é o que se lê como promessa quebrada: uma data prevista de conclusão já passada à data do instantâneo, sem data efetiva de conclusão registada. Em Évora são 608 localizações de projeto que transportam €102 624 704fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal[a verificar] de dinheiro aprovado — 61,32fonte · calculado % de tudo o que foi aprovado para o concelho —, dos quais €41 693 864 foram pagos.

Está concentrado. A Habitação tem 39 localizações de projeto em Évora, com a data prevista já passada e sem nada registado como entregue: todas as que existem estão vencidas. Duas localizações entre as cinco maiores do concelho estão nesse estado e não receberam absolutamente nada — a residência de estudantes, com €7 483 162 aprovados e €0 pagos, e a aquisição de equipamento hospitalar, com €5 314 868 aprovados e €0 pagos.

O equipamento destina-se ao novo hospital central do Alentejo; o dinheiro está aprovado, a data prevista passou e nada foi desembolsado (inferência: a fonte regista a aprovação, a data e o pagamento, e não diz porquê).


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Contratos públicos

O Portal BASE é o registo de contratos públicos de Portugal. Os apoios do plano de recuperação e os preços de contratos são quantidades diferentes.

Contratos registados para o concelho, em todo o histórico24 436
Lidos para este documento600
Publicados entre2026-05-08 e 2026-08-04
Soma dos preços contratuais iniciais, registos lidos€58 501 280

Essa soma é um limite superior sobre uma janela truncada, e nada além disso. São 600 porque o registo tem uma barreira não documentada que bloqueia endereços IP por volume, e o servidor limita uma página a muito menos linhas do que lhe são pedidas.

O total nacional está em 2 390 229 contratos e o filtro do concelho devolve 24 436, portanto restringe; um identificador de concelho deliberadamente inválido devolve 0 linhas, portanto não falha em aberto; e os 3 maiores contratos lidos foram confrontados com o seu próprio campo de local de execução, que existe apenas no ponto final por contrato. Os três leem «Portugal, Évora, Évora».

Os maiores contratos da janela:

Preço inicial (€)Entidade adjudicanteAdjudicatárioObjeto
13 500 435Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, EPEATRYS PORTUGAL CENTRO MÉDICO AVANÇADO, S.A.Concessão de exploração da Unidade de Radioncologia da ULSAC, E.P.E
12 599 145GESAMB - Gestão Ambiental e de Resíduos, EIMPainhas, SA; E.R.I., Engenharia, SA; PA RESIDEL - Optimização Energética de Resíduos, S.A.Concurso Público Internacional para a Empreitada de "Centro de Triagem Automático de Embalagens"
4 931 605Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, E.P.EITAU - Instituto Técnico de Alimentação Humana, S.A.Prestação de Serviço - Alimentação II

E as entidades que contratam. Cada linha abaixo é uma grafia, não um organismo:

Entidade adjudicanteContratosSoma dos preços iniciais (€)
Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, EPE6016 661 537
Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, E.P.E21012 742 940
GESAMB - Gestão Ambiental e de Resíduos, EIM2113 596 490
Universidade de Évora622 277 839
Associação Évora 2027391 997 619
Município de Évora391 757 442
CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central12599 781

As duas primeiras linhas são o mesmo grupo hospitalar sob duas grafias — e há uma terceira na mesma janela. Agrupar os 600 registos por organismo em vez de por cadeia de carateres dá 56 organismos adjudicantes, dos quais 5 registam sob mais do que um nome. O hospital responde por 3 dessas grafias e, no conjunto, por 282 contratos no valor de €29 580 141 — o que faz da saúde a mais ativa entidade adjudicante da janela. A empresa de resíduos regista sob 3 grafias, para 23 contratos. O município regista sob 2, o que dá 45 contratos no valor de €1 975 150 e não os 39 que a sua grafia principal mostra.

A regra de agrupamento não é do registo: dobrar acentos, retirar pontuação, retirar a abreviatura final da forma jurídica. A regra funde a menos do que devia — a comunidade intermunicipal da tabela acima regista sob o seu acrónimo e, duas vezes, sob o mesmo nome sem ele, o que a regra não junta porque o acrónimo sobrevive à normalização. Em conjunto são 14 contratos no valor de €735 681. Nada do que está disponível consegue distinguir um prefixo de acrónimo de um organismo genuinamente diferente. Portanto 5 é um piso sobre quantos organismos registam sob mais do que um nome, e não uma contagem. É essa a forma deste registo inteiro: uma contagem por cadeia de carateres parece uma contagem por entidade e não o é.

As duas fontes fazem recorrer as mesmas instituições por ordem diferente, e uma delas é fácil de perder. O hospital é a maior entidade adjudicante da janela acima; nos dados do plano de recuperação aparece sob um nome diferente, HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., com €7 746 863 contratados e €563 527 pagos. Uma junção por nomes de entidade entre os dois registos tê-lo-ia perdido (inferência — os dois registos usam nomes diferentes para aquilo que os próprios objetos dos contratos confirmam ser o mesmo organismo; nada em qualquer das fontes afirma que são a mesma entidade).


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O que foi auditado

O Tribunal de Contas publica um catálogo — o título e o resumo de cada relatório — e, em separado, os próprios relatórios em PDF. O catálogo traz 2 206 documentos em 4 famílias de produtos, de 1997 a 2026. Essas 4 não são tudo o que o Tribunal publica.

O lugar, nesta fonte, é texto livre. Não há campo de entidade, nem campo de concelho, nem campo NUTS: um município chega a uma auditoria apenas como palavras numa frase. Logo, a correspondência é correspondência de cadeias de carateres. Nestas 4 famílias, 6 documentos nomeiam Évora, e só um é sobre o próprio município — uma contagem que é um piso e não um total.

AnoRelatórioNívelO que diz o próprio catálogo do Tribunal
2018Relatório N.º 16/2018município/câmaraMunicípio de Évora - Gerência de 2016
20192ª Secção Relatório nº 21/2019menção simplesAuditoria de conformidade à nomeação e atribuição de remunerações acessórias e suplementos a pessoal dirigente no Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE
20182ª Secção Relatório nº 14/2018menção simplesAuditoria integrada. Universidade de Évora. Fundação Luís de Molina. ZEA - Zona de Experimentação Agrícola, Sociedade Unipessoal, Lda.
2012Relatório de Auditoria nº 2/2012 - 1ª Secçãomenção simplesAcção de fiscalização concomitante ao ex-Instituto dos Museus e da Conservação no âmbito da empreitada "Museu de Évora - Remodelação e Valorização"
2008Relatório de Auditoria nº 20/2008 - 2 ª Secçãomenção simplesUniversidade do Évora - Aquisição de Bens e Serviços (Exercício de 2005).
2008Relatório Síntese nº 1/2008 - 2ª Secçãomenção simplesUniversidade do Algarve, Universidade da Beira Interior, Universidade de Évora, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - Aquisição de Bens e Serviços (Exercício de 2005)

Estas correspondências caem em dois dos quatro níveis de confiança: 1 documento em que o nome vem a seguir a um designador municipal como Município de, e 5 em que é uma menção simples. O nível de freguesia contém 0 delas, e o mesmo acontece com o nível dos nomes que pertencem a um município mais longo. Reportada como «6 auditorias a Évora», a contagem seria 6 vezes a verdade: as outras 5 são a universidade por sua própria conta duas vezes, um relatório setorial que cobre quatro universidades, o hospital e um contrato de empreitada num museu.

O documento municipal não está sequer arquivado entre os relatórios de auditoria do Tribunal: a sua família de produto é Relatórios de Verificação Interna de Contas, a verificação interna das contas de um organismo relativas a um ano económico. O seu assunto é «Município de Évora - Gerência de 2016». O catálogo regista a família e o título, e nada além disso.

Não há nada desde o relatório de 2019 nestas quatro famílias que nomeie Évora.

Porque é que um silêncio aqui não é um silêncio

Dois pontos cegos.

As quatro famílias não são a produção do Tribunal. São quatro das famílias de produtos que ele publica. Uma quinta — Relatórios de Apuramento de Responsabilidades, 192 documentos — contém 2 relatórios cujo assunto é o próprio Município de Évora:

  • Relatório nº 1/2016 - 1ª Secção — «Auditoria ao Município de Évora para o apuramento de responsabilidade financeira sancionatória identificada no âmbito do contrato de abertura de crédito na modalidade de “curto prazo” outorgado com o Millennium BCP»
  • Relatório nº 8/2013 - ARF — «Contrato de empreitada “Conceção/Construção da Escola EB1/JI dos Canaviais” celebrado entre o Município de Évora e o Consórcio “Ecociaf – Construção Civil e Obras Públicas, Lda. e Certar – Sociedade de Construções, S.A.” (Processo de fiscalização Prévia nº 1968/2009)»

Portanto, a verdadeira contagem de documentos catalogados do Tribunal sobre este município é de pelo menos três, e não de um, e a pesquisa por quatro famílias não consegue ver dois deles.

O catálogo indexa resumos, não os corpos dos relatórios. Uma auditoria temática sobre a forma como os municípios do continente financiam os seus corpos de bombeiros não traz qualquer menção a Évora na sua entrada de catálogo — e nomeia o concelho 13 vezes no seu próprio texto, incluindo a sua posição nas tabelas do próprio Tribunal.

Nas quatro famílias, nada publicado depois de 2019 nomeia Évora no título ou no resumo.

Évora é um nome invulgarmente limpo para pesquisar: 0 riscos estruturais contra ele, isto é, sem risco estrutural de sobre-correspondência. Não é um dos dois nomes de município portugueses que pertencem a dois lugares ao mesmo tempo, e não é uma palavra inteira dentro do nome de um município mais longo. O repertório é a lista viva do próprio INE, com 308 municípios. Nomes que falham esses testes comportam-se de forma muito diferente — uma pesquisa por «Guarda» neste catálogo devolve a guarda nacional, e não a cidade.

Os nomes do lado do dinheiro, no catálogo de auditorias

A única junção que a fonte permite é uma junção sobre palavras.

PesquisadoDocumentos que o nomeiam
IAPMEI - AGÊNCIA PARA A COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO, I.P.3
ADMINISTRAÇÃO CENTRAL DO SISTEMA DE SAÚDE I.P.3
UNIVERSIDADE DE ÉVORA2
INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, S.A.1
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAUDE DO ALENTEJO, I.P.1
INSTITUTO DA HABITAÇÃO E DA REABILITAÇÃO URBANA, I.P.0
o mesmo organismo, pesquisado como IHRU2
GESAMB - Gestão Ambiental e de Resíduos, EIM0
Alentejo, como palavra6

O instituto da habitação está duas vezes nessa tabela. Sob o nome que o registo do plano de recuperação lhe dá, o catálogo devolve 0. Sob o seu acrónimo o catálogo devolve 2 — o Tribunal escreve Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, sem os dois «da» que o outro registo usa, pelo que uma correspondência exata de símbolos vê dois organismos diferentes. O primeiro número é um zero falso. A mesma fragilidade corre em sentido contrário na tabela acima: o resumo de 2008 do próprio Tribunal escreve «Universidade do Évora», que o nome correto da universidade não faz corresponder, pelo que a contagem de 2 da universidade fica ela própria uma unidade abaixo dos documentos que a nomeiam.

Um zero nessa tabela é, por isso, um sinal fraco, e por três razões. Um nome pode estar escrito de outra forma, como aqui. O resumo pode simplesmente não nomear o organismo mesmo quando o relatório é sobre ele, e as próprias bibliotecas reportam ter mais itens do que a interface devolve — 10 linhas ao todo: 2 na biblioteca de relatórios de auditoria, 7 na verificação externa de contas e 1 na verificação interna, sem causa estabelecida e com a paginação a não as recuperar. Um resultado nulo significa «não encontrado no catálogo», nunca «não auditado».

O fragmento de nome do hospital «Espírito Santo» devolve 8 documentos, dos quais 7 nomeiam o Hospital Divino Espírito Santo de Ponta Delgada — um hospital diferente, nos Açores. As palavras corresponderam; o assunto não. Só um dos oito é o hospital de Évora.


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O que os dados da UE não conseguem dizer

Não existe um valor da UE para o concelho de Évora. A granularidade não existe na fonte.

O conjunto de dados da UE ao nível de projeto coloca 2 569 projetos na região NUTS3 que contém Évora, à qual chama Alentejo Central. Os 2 569 carregam, sem exceção, o período de programação 2014-2020 — um ciclo de financiamento anterior, e um instrumento diferente do plano de recuperação. Pôr os dois lado a lado seria comparar coisas diferentes. O conjunto de dados não tem campo de concelho e, para Portugal, o código postal está vazio em cada linha.

O tamanho do problema de agregação é o que está em causa. O Alentejo Central contém 14 municípios, segundo a própria dimensão geográfica do INE: Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Vila Viçosa, Évora. Um valor para essa região é um valor para todos eles.

O PRR publica a versão mais antiga da NUTS — a mesma dimensão traz 25 entradas NUTS3 — enquanto os dados de projetos da UE usam uma versão mais recente. Ambos chamam à região Alentejo Central; os códigos não são intermutáveis, e passar um ao outro devolve zero linhas com um estado HTTP perfeitamente saudável.


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O que concluir disto

As localizações de projeto vencidas transportam 61,32fonte · calculado % de tudo o que foi aprovado para o concelho, e as datas de conclusão que suavizariam essa leitura são o campo mais frágil do registo: 1 011 das 1 445 localizações dentro do prazo caem exatamente na data prevista. Uma data destas é um toque de teclado; um desembolso é uma transação.

Duas promessas em particular têm a forma de um problema. A residência de estudantes e a aquisição de equipamento hospitalar estão entre as cinco maiores localizações de projeto do concelho, ambas com a data prevista já passada, e ambas paradas em €0 pagos contra €7 483 162 e €5 314 868 aprovados. São estes os sinais de alarme credíveis, porque a coluna dos pagamentos — o campo mais duro — é a que diz que nada se moveu (inferência).

O endereço da responsabilização, na maior parte dos casos, não são os paços do concelho. As tabelas de beneficiários acima já o dizem: a universidade detém €38 596 976fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal contratados contra €12 069 013fonte · Estrutura de Missão Recuperar Portugal do município, e a camada que administra o dinheiro é feita de agências nacionais. Um leitor que queira ver este total explicado deve dirigir as suas perguntas aos organismos nacionais e à universidade mais vezes do que à câmara (inferência).

Os registos são individualmente abertos e coletivamente impossíveis de juntar. Dentro de um registo, um grupo hospitalar precisou de 3 grafias fundidas antes de aparecer como 282 contratos no valor de €29 580 141; entre registos, o mesmo organismo surge sob nomes que uma junção perderia, e uma pesquisa pelo instituto da habitação devolveu um zero. A culpa não está em identificadores em falta — o registo da recuperação transporta um número fiscal nas suas linhas de entidades, e o registo de contratos entrega um contrato a contrato — mas em onde eles estão: a pesquisa de contratos devolve nomes sem o número, e o catálogo de auditorias não tem campo de entidade de todo. O trabalho de seguir o dinheiro falha por isso nas costuras entre as fontes antes de falhar dentro de qualquer uma delas (inferência).

O rasto de auditoria pesquisável é mais fino exatamente onde o dinheiro é mais espesso. Nas quatro famílias, nada publicado depois de 2019 nomeia Évora no título ou no resumo — e esses são os anos em que o dinheiro da recuperação se moveu. O catálogo não vê o interior dos relatórios, e uma quinta família guarda 2 relatórios sobre o município que a pesquisa por quatro famílias não consegue alcançar. O que sobrevive é o ponto prático: um cidadão que vá à procura de um exame desses anos não o encontrará pela pesquisa deste catálogo, o que quer que de facto tenha sido examinado (inferência).

Os dados apontam à saúde. O equipamento para o novo hospital central do Alentejo está aprovado e por desembolsar, com a data já passada. Na janela de contratos, o grupo da saúde fica como a mais ativa entidade adjudicante da janela depois de fundidas as suas grafias. Na tabela de auditorias acima, os cuidados hospitalares do concelho aparecem pela última vez através de um relatório de 2019 sobre remunerações de dirigentes. Dinheiro, risco de entrega e um rasto pesquisável fino concentram-se no mesmo canto da mesma cidade (inferência).


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Fontes

O quêFonteTipo
Projetos do PRR`listagem-de-projetos-prr`governamental
Entidades do PRR`listagem-de-entidades-prr`governamental
Distribuição geográfica do PRR`listagem-de-projetos-prr-por-distribuicao-geografica`governamental
Contratos públicosPortal BASEgovernamental
Catálogo de auditoriasTribunal de Contasgovernamental
Lista de municípiosINEgovernamental
Dados de projetos da UEKohesio, através do portal de dados abertos da Coesão da UEintergovernamental
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Fontes e verificação

Edição tal como foi publicadapublicado a