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Évora — Quinze Anos, Cinco Mandatos

Évora — Quinze Anos, Cinco Mandatos

Research Hub. Quinze anos de contas da Câmara Municipal de Évora — 2010 a 2024 — organizados por mandato: o que cada executivo herdou, o que decidiu, o que deixou atrás de si, e o que os índices económicos e sociais fizeram à sua volta. As contas de 2025 também aqui estão, como o ano que fica a cavalo da última mudança de executivo. As contas vêm dos relatórios publicados pelo próprio município para 2010 a 2024, lidos página a página; os valores de 2025 e a série independente de dívida do regulador são transportados do documento companheiro neste repositório com a sua proveniência original; os resultados eleitorais vêm do portal oficial de resultados e dos mapas do Diário da República; as séries socioeconómicas vêm do INE, do IEFP e do inquérito de ganhos do ministério. Cada valor abaixo tem uma linha em ledger.json, ao lado deste ficheiro, com o URL da fonte, o carimbo temporal da recolha e o texto exato — ou o cálculo — de onde foi lido.


Leia esta parte primeiro

Sete limites governam tudo o que se segue. Nenhum deles é um detalhe.

Um partido é dono das suas decisões, não de uma curva. Este documento separa dois tipos de afirmação e nunca os mistura. As decisões — entrar num programa de apoio do Estado, contratar um empréstimo, assinar um acordo de pagamento de dívida, fixar uma taxa de imposto — são atos de um executivo com nome, registados nas atas e nas contas, e aqui levam rótulo partidário. Os índices — dívida, taxas de execução, desemprego, empresas, turismo, ganhos, poder de compra — são mostrados por mandato e não são atribuídos a ninguém. O programa da troika, a pandemia, a transferência de novas competências para os municípios — a educação chegou a Évora em 2022 — e o ciclo económico nacional mexem cada um desses ponteiros independentemente de quem ocupa a câmara. Um partido é dono das suas decisões, não de uma curva, e herda as dos outros. Por isso nenhum dos mandatos abaixo é classificado.

«Dívida» não quer dizer a mesma coisa em cada ano da tabela. Antes da lei das finanças locais de 2013, o conceito legal era o endividamento líquido, calculado no relatório de gestão de cada ano; depois dela, a medida reportada é a dívida total de operações orçamentais, que inclui a quota-parte do município nas entidades em que participa. O município publica ainda um terceiro valor, a dívida global apurada, e um quarto, a dívida orçamental sem as entidades participadas. Durante vários anos, dois ou três destes conceitos coexistem no mesmo relatório com valores diferentes. Este documento imprime o conceito ao lado do valor da dívida de cada ano, imprime os valores rivais onde existem, e nunca escolhe um em silêncio.

O sistema contabilístico mudou por baixo da série. O município manteve as suas contas em POCAL na primeira parte do período e em SNC-AP na parte final. O relatório de 2021 diz, pelas suas próprias palavras, que o novo sistema faz os resultados parecerem piores do que o antigo, por causa da forma como trata as depreciações e amortizações. Os resultados antes e depois da transição não formam, por isso, uma série contínua, e a coluna do resultado da tabela das finanças deve ser lida como duas.

Um ano de contas foi publicado em digitalizações, e outro não foi publicado de todo. Todo o dossiê de contas de 2020 no sítio do município é uma digitalização sem camada de texto — é o único ano cujo dossiê publicado não traz texto nenhum, e esta extração não correu OCR, por regra. E para 2024 não existe nenhum documento de contas de 2024 no sítio do município: a página principal e o endereço de 2024 albergam hoje as contas de 2025, o índice de «anos anteriores» para em 2023, e o Internet Archive não guarda captura alguma de uma página de contas de 2024. Cada valor de 2020 e de 2024 abaixo vem, por isso, da coluna comparativa de um relatório posterior.

Um asterisco nas tabelas significa que o valor foi lido da coluna comparativa de um relatório posterior, e não de um documento do seu próprio ano. É o mesmo município a reportar, mas um ano depois, num relatório escrito pelo mesmo executivo sobre um ano cujas contas próprias nunca foram aprovadas — no caso de 2024, foram rejeitadas. O asterisco está colado ao valor no ledger, pelo que não pode cair na prosa. Cinco anos levam-no, no todo ou em parte.

Uma adaga significa que o valor foi recuperado de uma digitalização degradada. Aparece na secção sobre o plano de 2026; fora daí, não aparece. É um marcador da mesma família do asterisco. O corpo do relatório do plano extrai com limpeza; os seus anexos — o plano plurianual de investimentos e o plano de atividades, onde vivem as linhas dos projetos — são uma camada digitalizada em que dígitos e designações são frequentemente ilegíveis. Cada valor tirado dessa camada leva uma adaga, e a sua linha do ledger regista a recuperação: a leitura usada, a segunda passagem independente que concordou com ela, e a aritmética das próprias colunas do quadro que fecha sobre ela. As linhas que não foi possível recuperar honestamente ficaram de fora; são lacunas, e não zeros. Tal como o asterisco, a adaga está colada ao valor no ledger, pelo que a prosa não a pode perder.

O mandato que começou em 2025 não é avaliável aqui. Tomou posse a 2025-10-31. As suas primeiras contas serão as de 2026, devidas por volta da primavera de 2027. Aparece na secção das eleições, na lista de mandatos e na secção sobre o orçamento que escreveu para 2026 — que é um plano, e não um resultado; fora daí, não aparece.

Onde uma frase abaixo raciocina para lá do que uma fonte afirma, diz (inferência).


O essencial

Para quem levar daqui uma secção, é esta — cada valor tem o seu contexto completo mais abaixo.

O arco político​Uma mudança de executivo em 2013 e outra em 2025, com doze anos de um mesmo executivo entre elas — duas maiorias absolutas, depois uma minoria de em mandatos​
O arco financeiro​Excesso sobre o teto legal da dívida: em janeiro de 2014, extinto em 2020; o índice de dívida do regulador desce de para sem uma interrupção​
A era do resgate​Programa de apoio PAEL de em que se entrou no primeiro mandato do período; empréstimo de saneamento financeiro de contratado pelo executivo seguinte em 2016​
A herança, reexpressa​Dívida medida em na mudança de executivo de 2013 — e revista em alta durante anos, até à medida que passivos anteriores a 2013 foram aparecendo​
O aperto de hoje​Prazo médio de pagamento em dias; pagamentos em atraso de dívida total de — legal, com a descida parada​
O ano por assinar​As contas de 2024 foram rejeitadas pela Câmara votos a favor e contra) e nunca foram certificadas externamente; não existe documento de contas de 2024 no sítio do município​
A cidade à volta​Desemprego de dezembro dormidas poder de compra a série que acaba abaixo de onde começou​

Três frases de orientação. Os quinze anos leem-se como um longo esforço de saneamento a partir de uma montanha de dívida cujo tamanho verdadeiro levou anos a apurar, conduzido ao longo de três mandatos da CDU depois de uma década do PS que acabou no resgate — e o último troço desse esforço, sob uma minoria de dois mandatos, parou em prazos de pagamento a alongar-se e num ano de contas que ninguém assinou. A cidade por baixo saiu-se bem na quase totalidade dos índices nacionais enquanto a sua câmara se desalavancava — e quanto disso pertence a cada executivo é exatamente o que este documento se recusa a afirmar. O raciocínio completo, e os limites que o governam, são as secções que se seguem.


Os cinco mandatos, e os dois anteriores

Mandato​Presidente​Lista​Mandatos em
2001–2005​José Ernesto d'Oliveira​PS​
2005–2009​José Ernesto d'Oliveira​PS​
2009–2013​José Ernesto d'Oliveira, depois Manuel Melgão a partir de 2013-05-01​PS​
2013–2017​Carlos Pinto de Sá​CDU​
2017–2021​Carlos Pinto de Sá​CDU​
2021–2025​Carlos Pinto de Sá​CDU​
2025–​Carlos Zorrinho​PS​

A câmara tem mandatos. Antes de 2001 a câmara era do PCP/CDU, cujo presidente de 1976 a 2001 foi Abílio Dias Fernandes, segundo a lista de presidentes da associação nacional de municípios. As duas primeiras linhas acima são contexto: este documento avalia os quinze anos a partir de 2010, que é onde começam as contas legíveis.

As duas eleições de contexto, dos arquivos oficiais e dos mapas definitivos, porque a afirmação «o PS detinha Évora desde 2001» merece ficar registada e não ficar por ouvir dizer:

2001-12-16​Votos​Percentagem​Mandatos​
PS​
PCP-PEV​
PPD/PSD​
CDS-PP​
B.E.​
MPT​

Participação de votantes, para mandatos.

2005-10-09​Votos​Percentagem​Mandatos​
PS​
PCP-PEV​
PPD/PSD​
B.E.​
CDS-PP​
PPM​

Participação de votantes, para mandatos. A vitória de 2001 foi maioria absoluta; a de 2005 não foi.


Cinco eleições, contadas oficialmente

Cada valor desta secção é a votação para a câmara municipal no concelho de Évora, do portal de resultados da secretaria-geral do ministério da administração interna, cruzada com os mapas definitivos publicados no Diário da República. A votação para a assembleia municipal é outra eleição e não está aqui.

2009 — o PS mantém uma câmara dividida

Lista​Votos​Percentagem​Mandatos​
PS​
PCP-PEV​
PPD/PSD​
B.E.​
CDS-PP​

Participação de votantes. O vencedor levou a presidência sem maioria absoluta e com o mesmo número de mandatos do segundo classificado.

2013 — a câmara muda de mãos

Lista​Votos​Percentagem​Mandatos​
PCP-PEV​
PS​
PPD/PSD–CDS-PP​
B.E.​

Participação de votantes. Realizada a 2013-09-29, a meio do programa de ajustamento, esta é a maior viragem isolada do período.

2017 — a maioria é renovada

Lista​Votos​Percentagem​Mandatos​
PCP-PEV​
PS​
PPD/PSD​
CDS-PP–MPT–PPM​
B.E.​
PAN​

Participação de votantes. A contagem de mandatos não muda face a 2013, embora a percentagem vencedora desça. Estas duas eleições produziram as únicas maiorias absolutas das cinco aqui avaliadas — um facto retirado de um campo booleano dos ficheiros oficiais de resultados, e não calculado a partir de qualquer valor deste documento, e declarado como tal no ledger.

2021 — a maioria passa a minoria

Lista​Votos​Percentagem​Mandatos​
PCP-PEV​
PS​
PPD/PSD–CDS-PP–MPT–PPM​
NC/RIR​
CH​
B.E.​

Participação de votantes. O próprio município refere-se ao vereador eleito pela lista NC/RIR como pertencendo ao Movimento Cuidar de Évora.

É esta a aritmética que decide os quatro anos seguintes, e vale a pena dizê-la com clareza: a lista vencedora tem dos mandatos. O seu presidente mantém a presidência; o seu executivo não mantém a maioria. Quatro anos depois, essa aritmética produz a rejeição de um ano de contas, que a secção de mandato abaixo expõe.

2025 — a câmara muda outra vez de mãos

Lista​Votos​Percentagem​Mandatos​
PS​
PPD/PSD–CDS-PP–PPM​
PCP-PEV​
CH​
MCE​
B.E.​
IL​

Participação de votantes — a participação mais alta das cinco, e a primeira eleição do período em que o presidente cessante não se candidatou.

A outra câmara, e o mapa

A câmara não foi o órgão isolado eleito nesse dia. A assembleia municipal é um boletim de voto separado e, em 2025, devolveu mandatos de eleição direta. A tabela abaixo são esses mandatos de eleição direta, e nada mais: este documento não faz afirmação alguma sobre a composição total da assembleia, porque a evidência lida para ela cobre a votação nas listas e não cobre quem mais lá tem assento.

Lista​Mandatos de eleição direta, 2025​
PS​
PPD/PSD–CDS-PP–PPM​
PCP-PEV​
CH​
MCE​

O resultado da assembleia de 2021 está no mesmo ficheiro de evidência, mas é a contagem provisória do portal de resultados para esse órgão e nunca foi confrontado com um mapa definitivo, como aconteceu com os valores da câmara, pelo que não é impresso aqui.

Duas coisas sobre a votação para a câmara merecem a aritmética. A primeira é quão renhida foi: a lista vencedora terminou votos à frente da coligação que ficou atrás dela, valor calculado aqui a partir das duas linhas de votos já impressas acima. A segunda é a participação, que subiu quase dez pontos entre as duas eleições — de para

O concelho vota como doze freguesias, e elas não votam da mesma maneira. Somados pelas doze, os votos das listas e a participação reconciliam exatamente com os totais do concelho impressos acima — nada se perde nem se acrescenta entre os dois níveis. Dentro delas, a lista do PS liderou a votação para a câmara em das doze freguesias, a coligação PPD/PSD–CDS-PP–PPM em e a lista do PCP-PEV em — Nossa Senhora da Graça do Divor.

O mapa é mais largo do que a margem. Na Malagueira e Horta das Figueiras a coligação teve votos contra os da lista vencedora — uma diferença de nessa freguesia sozinha, contra uma margem de em todo o concelho (inferência; os dois valores são linhas do ledger e ambos são diferenças de votos impressos, mas a comparação entre eles é deste documento).

Como a presidência mudou de mãos, na prática

De​Até​Presidente​Lista​
2002​2013-04-30​José Ernesto d'Oliveira​PS​
2013-05-01​2013-10-18​Manuel Melgão​PS​
2013-10-18​2025-10-31​Carlos Pinto de Sá​CDU​
2025-10-31​em funções​Carlos Zorrinho​PS​

Duas coisas que esta tabela regista e uma tabela de eleições não consegue. Em primeiro lugar, o mandato de 2013 não correu até ao fim com o presidente eleito em 2009: renunciou com efeitos a 2013-05-01, cerca de cinco meses antes do fim do mandato, e o vice-presidente assumiu como presidente interino até o novo executivo ser instalado a 2013-10-18 — a mesma pessoa encabeçou depois a lista do PS na eleição de setembro. Em segundo lugar, são as datas de instalação, e não as das eleições, que marcam o início efetivo dos mandatos: 2013-10-18, 2017-10-20, 2021-10-15 e 2025-10-31.

O nome legal completo do presidente interino é uma pequena questão em aberto. A lista de presidentes da associação de municípios e o ficheiro de candidatos do ministério dão dois nomes completos diferentes para o mesmo homem; o relatório do próprio município chama-lhe Manuel Melgão, que é a forma usada aqui. O nome legal completo é [verify]; a identidade — o vice-presidente que assumiu a presidência e depois encabeçou a lista — é consistente nas três fontes oficiais.

Onde as contagens oficiais discordam entre si

O portal de resultados publica contagens provisórias; o Diário da República publica os mapas definitivos meses depois. Em três eleições das cinco, os dois divergem ligeiramente. A atribuição de mandatos e a lista vencedora são idênticas em cada fonte e em cada ano; só os totais de votos se movem.

Eleição​Valor​Portal de resultados​Diário da República​
2009​Votos do PS​
2009​Votantes​
2017​Votos do PS​
2017​Votos do PPD/PSD​
2017​Votos do PCP-PEV​
2017​Votantes​
2021​Votos do PS​
2021​Votos do PCP-PEV​
2021​Votantes​

O mapa de 2013 coincide com o portal em cada campo extraído. A célula de eleitores inscritos do próprio mapa de 2021 extraiu corrompida e a atribuição das duas colunas partidárias mais próximas foi inferida por consistência de percentagens, em vez de lida de um cabeçalho intacto, pelo que a linha de 2021 desta tabela é a menos sólida das três (inferência, e o ficheiro de evidência di-lo). O mapa definitivo de 2025 é uma imagem digitalizada e não foi extraído por máquina de todo; os valores de 2025 assentam no portal de resultados e nas páginas do próprio município, ambos oficiais.

O executivo instalado em 2025

Lista​Mandatos​
PS​
PPD/PSD–CDS-PP–PPM​
CDU​
CH​

Mandato a mandato

Cada mandato abaixo tem as mesmas três partes. Herdou é o estado dos indicadores no ano de entrada. Decidiu contém atos desse executivo, cada um sustentado por uma linha citada de um documento municipal. Deixou é o estado dos indicadores no ano de saída. Os indicadores não são um veredicto sobre o executivo; são as condições que o seguinte herdou.

2009–2013 — PS

O que herdou. Nada de mensurável a partir desta evidência. Os relatórios de gestão de 2010 a 2014 têm todos camadas de texto corrompidas — as fontes não trazem mapa de carateres, pelo que uma extração de texto devolve glifos ilegíveis — e esta extração não correu OCR, por regra. O que sobrevive dos primeiros anos são as demonstrações de fluxos de caixa e de resultados publicadas em separado, e é por isso que os três primeiros anos da tabela das finanças têm três colunas preenchidas e cinco vazias.

O que decidiu. Uma decisão deste mandato domina tudo o que vem depois dela: a entrada no Programa de Apoio à Economia Local, cujo empréstimo está registado nas contas em As duas primeiras tranches foram reconhecidas em 2013 e a última em 2014. O relatório de 2016 diz o que o dinheiro fez: dele, ou serviram para pagar faturas devidas à Águas do Centro Alentejo.

Uma cautela que pertence a esta secção e não às tabelas: cada frase do parágrafo acima tem por fonte relatórios escritos pelo executivo que se seguiu. Os relatórios da era PS são precisamente os ilegíveis. Os valores são o relato do sucessor sobre a decisão do antecessor, e devem ser lidos como tal.

O que deixou. O executivo que entrou apurou a dívida global do município a 2013-10-31 — a data de referência que a sua própria tabela usa, duas semanas depois de tomar posse — em Esse valor não ficou quieto. À medida que passivos anteriores a outubro de 2013 foram aparecendo em anos posteriores e sendo aceites como legítimos, o mesmo executivo reexpressou três vezes a dívida que herdara:

Declarado no relatório de​Dívida no início do mandato​
2015​
2017​
2021​

As parcelas que compuseram essa reexpressão foram registadas ano a ano:

Registado em​Dívida anterior a outubro de 2013 registada de novo​
2014​
2015​
2016​
2017​
2018​
2019​
2021​

A maior parcela isolada dessa sequência é a de 2017, e quase tudo — — são juros de mora devidos à empresa regional de águas em processo judicial. Outros da mesma natureza, devidos ao instituto nacional da habitação por cinquenta e quatro fogos comprados em 2004, estão na empresa municipal de habitação e aparecem apenas nas contas consolidadas.

2013–2017 — CDU

O que herdou. Receita cobrada em 2013 de — inflacionada pela chegada das tranches do empréstimo do programa de apoio — contra uma despesa paga de Dívida, no conceito que o seu próprio relatório usava, de Um prazo médio de pagamento a fornecedores de dias, o mais alto de toda a série. Um resultado líquido de menos

O que decidiu.

A 31 de dezembro​Dívida à AdCA e à AdLVT​
2013​
2014​
2015​
2016​

O que deixou. Receita cobrada em 2017 de despesa paga de investimento de — o ano de investimento mais baixo de toda a série legível. Dívida de Um prazo médio de pagamento descido para dias, vindo de O incumprimento do teto legal da dívida estreitou-se mas não fechou: o excesso estava em no fim de 2017, contra no início do mandato.

Um número deste mandato precisa de levar a sua nota de rodapé ao lado. O resultado de 2016, de menos inclui, como custo de 2016, IVA referente aos anos de 2009 a 2011 — O relatório faz a subtração e apresenta o valor corrigido como um prejuízo de Os dois números são do próprio município; este documento imprime ambos e não escolhe entre eles.

2017–2021 — CDU

O que herdou. Os indicadores de 2017 acima, e uma dívida ainda acima do teto legal.

O que decidiu.

O que deixou. Receita cobrada em 2021 de despesa paga de investimento de — o ano de investimento mais alto da série legível. Dívida de Um prazo médio de pagamento de dias. E o limiar em que todo este período assenta: o excesso sobre o teto legal da dívida desaparece. A série do próprio relatório para o montante em excesso corre assim, em que um valor negativo é capacidade de endividamento e não excesso:

Em​Montante em excesso sobre o teto​
janeiro de 2014​
dezembro de 2014​
dezembro de 2015​
dezembro de 2016​
dezembro de 2017​
dezembro de 2018​
dezembro de 2019​
dezembro de 2020​capacidade de
dezembro de 2021​capacidade de

Servir os empréstimos de médio e longo prazo custou só em 2021.

Dois anos dos quatro deste mandato são os da pandemia, e os valores de 2020 na tabela das finanças levam todos o asterisco comparativo, porque o dossiê de 2020 publicado não tem texto. Ler os números de investimento e de receita de 2020 e 2021 como um veredicto sobre o executivo seria um erro de categoria do tipo que a secção de abertura avisa.

2021–2025 — CDU, em minoria

O que herdou. Os indicadores de 2021 acima — aquele pico de investimento, o prazo médio de pagamento mais curto desde o início do período, e os primeiros anos com capacidade de endividamento. Herdou também uma aritmética: a lista do presidente tinha dos mandatos.

O que decidiu.

O que aconteceu às suas contas. A aritmética da minoria produziu a sua consequência no último ano do mandato. A opinião do auditor sobre as contas de 2025 regista que a proposta de prestação de contas de 2024 foi rejeitada pela própria Câmara na reunião de 2025-05-28 — votos a favor, contra — e que daí resultou a emissão de uma Declaração de Impossibilidade de Certificação Legal das Contas para 2024. Esses dois números são a divisão de mandatos de 2021 lida em voz alta. O documento companheiro neste repositório expõe o relato do auditor por inteiro; aqui importa como o facto de governação do mandato. Nunca foi publicado nenhum documento de contas de 2024, e cada valor de 2024 neste documento é uma coluna comparativa do relatório de 2025.

O que deixou. A dívida subiu em 2024, de para depois de ter caído em cada um dos nove anos anteriores, medida no conceito que os relatórios usam a partir de 2014. O prazo médio de pagamento, que tinha atingido os dias em 2023 — o mais baixo de toda a série — voltou aos dias em 2024 e aos dias em 2025. As contas fecharam 2025 com pagamentos em atraso de pelo segundo ano consecutivo.

As contas de 2025 ficam a cavalo da mudança de executivo: cobrem um ano em que este executivo governou até 2025-10-31 e o seguinte a partir dessa data. Estão impressas na tabela das finanças como um ano inteiro, porque é assim que existem, e não são atribuídas nem a um mandato nem ao outro.

2025– — PS

Não avaliável. O executivo tomou posse a 2025-10-31 com dos mandatos, frente a da coligação em segundo lugar, da CDU e do CH. O seu primeiro ano financeiro completo é 2026 e as suas primeiras contas são devidas por volta da primavera de 2027. Qualquer avaliação dele antes de essas contas existirem seria uma previsão, e este documento não faz previsões.

Duas câmaras, e em ambas aquém da maioria. A aritmética com que este executivo governa atravessa os dois órgãos eleitos, e vale a pena dizê-lo uma vez. Na câmara, a sua lista tem dos mandatos. Na assembleia municipal, a mesma lista tem dos mandatos de eleição direta, a par da coligação que ficou atrás dela. Que os dois órgãos atuam sobre os mesmos processos não é aqui uma suposição: as secções acima registam um acordo de pagamento com a empresa regional da água aprovado pela câmara na reunião de 2016-12-28 e pela assembleia municipal na sessão de 2017-02-17, e registam a própria câmara a rejeitar um ano de contas em 2025. As contas anuais e o endividamento seguem esse mesmo caminho (inferência; os números de mandatos são registo oficial, o caminho é lido dos atos que este documento já imprimiu e não de qualquer diploma aqui citado).


Os índices ao longo dos mandatos

As finanças municipais, 2010 a 2025

As fronteiras de mandato estão marcadas na tabela. Os valores marcados com asterisco foram lidos da coluna comparativa de um relatório posterior. Um travessão significa que o valor não está disponível em documento legível algum desse ano, e não que seja zero. Os resultados estão impressos como prejuízos, salvo quando levam sinal positivo.

Ano​Receita cobrada​Despesa paga​Investimento​Pessoal​Dívida​PMP (dias)​Resultado​
**Mandato 2009–2013**​
2010​—​—​—​—​
2011​—​—​—​—​
2012​—​
2013​
**Mandato 2013–2017**​
2014​
2015​
2016​
2017​
**Mandato 2017–2021**​
2018​
2019​
2020​
2021​
**Mandato 2021–2025**​
2022​
2023​
2024​
**A cavalo da mudança de executivo de 2025**​
2025​

Quatro coisas sobre esta tabela, antes que alguém lhe leia uma tendência.

A coluna da receita não tem o mesmo conceito ao longo de todo o período. Para 2010 a 2014 é a receita orçamental recebida tal como a demonstração de fluxos de caixa a imprime; a partir de 2015 é o total do quadro de execução orçamental, que na maioria desses anos inclui explicitamente o saldo de gerência transitado do ano anterior. Os dois estão próximos mas não são idênticos, e a diferença é o saldo que transita.

Três dos anos da coluna da receita são anos de empréstimo. Os valores de 2013 levam as tranches do programa de apoio, os de 2016 o empréstimo de saneamento financeiro, os de 2019 o empréstimo de substituição. Em cada um desses três anos a coluna da receita dá um degrau para cima e o ano seguinte devolve o degrau, que é o que um empréstimo parece numa tabela de caixa e não o que parece um bom ano (inferência; os relatórios afirmam cada empréstimo e cada total, não o padrão).

A coluna do pessoal dá um degrau acentuado entre 2021 e 2023, e o relatório de 2023 dá a razão e data-a. Foram transferidas para o município competências na educação, na saúde e na ação social, com a educação a produzir efeitos em abril de 2022; a transferência da educação acrescentou, sozinha, de transferências correntes em 2022 face a 2021, e o relatório diz com clareza que receita vinda de competências transferidas implica um aumento correspondente de despesa. Este documento não tenta repartir o degrau do pessoal entre essa transferência e tudo o resto, porque nada do que aqui foi lido o reparte.

A coluna do resultado são duas séries, e não uma, por causa da transição de POCAL para SNC-AP, e nela aparece apenas um ano positivo.

O pessoal, contado

A coluna do pessoal acima é dinheiro. Esta é gente. Os relatórios de gestão de 2022 e de 2023 imprimem cada um uma série de efetivos, e o de 2023 prolonga-a por mais um ano; a tabela abaixo é a versão do relatório de 2023, que reimprime sem alteração cada ano anterior da tabela do relatório de 2022. A coluna da variação é a do próprio relatório, e o seu sinal está escrito aqui como um glifo ao lado do valor.

Ano​Trabalhadores a 31 de dezembro​Variação no ano​
**Mandato 2009–2013**​
2012​—​
2013​
**Mandato 2013–2017**​
2014​
2015​
2016​
2017​
**Mandato 2017–2021**​
2018​
2019​
2020​
2021​
**Mandato 2021–2025**​
2022​
2023​

Os mesmos relatórios desagregam o total por grupo profissional. No final de 2022: dirigentes, técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais, na informática e noutras situações. No final de 2023: dirigentes, técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais, na informática e noutras situações.

Leiam-se as duas colunas em conjunto e a forma é clara. Entre 2012 e 2021 o pessoal passou de para — uma década de efetivos estáveis ou em queda, enquanto a despesa com pessoal da tabela das finanças acima subia no mesmo intervalo, de para Depois um ano muda o patamar: mais trabalhadores em 2022.

O relatório de 2022 explica ele próprio esse degrau, no parágrafo imediatamente acima da sua tabela. O acréscimo face ao ano anterior é ali atribuído, maioritariamente e pelas palavras do relatório, à integração do pessoal não docente efetuada no âmbito da transferência de competências na área da educação — num total de trabalhadores, aos quais, diz, acrescem os trabalhadores admitidos ou regressados e as saídas efetivas durante o ano, e é por isso que a variação líquida na tabela não é o mesmo valor. O degrau do pessoal na tabela das finanças e o degrau dos efetivos aqui são, portanto, o mesmo acontecimento, e são os relatórios do próprio município que fazem a ligação, do lado da despesa como do lado dos quadros.

As mesmas páginas discordam de si próprias uma vez, e isso está impresso aqui como este documento imprime cada discordância de fonte. O relatório de 2022 diz que saíram trabalhadores nesse ano e, na mesma página, lista as saídas por carreira; essas cinco parcelas somam A diferença de dois trabalhadores não é explicada em parte alguma do relatório nem reconciliada em qualquer outro ponto dele. Nem um nem outro foi ajustado aqui. A lista equivalente do relatório de 2023 soma o total que declara.

Há ainda uma diferença entre os dois relatórios de natureza puramente tipográfica: o relatório de 2022 imprime a sua própria célula de efetivos de 2022 sem o espaço de milhar que usa nas restantes linhas do mesmo quadro, e a reimpressão do relatório de 2023 repõe-no. O valor é idêntico nos dois, e não houve reexpressão de ano algum da série entre eles.

O que «dívida» quer dizer em cada ano

O conceito não é constante, por isso é impresso. Estas são as designações da própria fonte, nas palavras da própria fonte.

Anos​Conceito, como o relatório lhe chama​
2010–2011​endividamento líquido — não extraível; o cálculo está nos relatórios ilegíveis​
2012–2013​Dívida Orçamental — curto prazo mais médio e longo prazo, excluindo entidades participadas​
2014​Dívida Global Apurada a 31 de dezembro​
2015–2024​Dívida Total de Operações Orçamentais — o conceito da lei das finanças, incluindo a quota-parte das entidades participadas​

E onde o mesmo ano tem mais do que um valor, estão aqui impressos todos. Para 2014, três:

Conceito​Valor para 2014​Onde​
Dívida global apurada a 31 de dezembro​repetido nos relatórios de 2016 e 2017 e de novo em 2018 e 2021​
Dívida orçamental, excluindo entidades participadas​o quadro de evolução do relatório de 2015​
Dívida total de operações orçamentais​os quadros de evolução dos relatórios de 2018 e 2021​

Para 2015 o mesmo relatório imprime no conceito da lei das finanças e como dívida apurada — uma diferença da quota-parte das entidades participadas. Para 2020 o relatório imprime o total em e a componente do próprio município em dois sítios que não coincidem: num quadro e noutro, a seis cêntimos de distância. E a série do prazo de pagamento tem o mesmo problema: o relatório de 2022 regista dias para 2022, e a série do próprio relatório de 2025 dá dias para o mesmo ano e para o mesmo indicador do regulador. Os dois registos ficam de pé.

A comparação que as contas fazem com a lei é a do teto. No fim de 2015 o município estava em incumprimento em No seu relatório de 2018 o executivo declara a sua própria redução da dívida global, medida de outubro de 2013 ao fim de 2018, em ou

A dívida vista de fora

O regulador publica o mesmo total de dívida da lei das finanças por município, a partir da sua própria recolha, pelo que a série abaixo não é o município a relatar sobre si próprio. Ao lado de cada valor está o índice de dívida — a dívida em percentagem da média de receita de três anos que define o limite legal, cujo teto é As duas colunas são transportadas do documento companheiro com a sua proveniência original.

Ano de contas​Dívida total (DGAL)​Índice de dívida​
2014​
2015​
2016​
2017​
2018​
2019​
2020​
2021​
2022​
2023​
2024​

Leia a coluna do índice de cima a baixo: só a partir de 2020 fica abaixo do teto legal, e todos os anos da série do regulador estão acima da média de receita. O índice desce em cada ano da tabela, ao longo de três mandatos — todos do mesmo partido, e é exatamente por isso que a secção de abertura se recusa a classificar curvas.

Dois relatos de um mesmo conceito legal nem sempre concordam, e a diferença merece ser impressa em vez de alisada. A coluna da esquerda abaixo é o valor que o relatório de cada ano imprime; a coluna do meio é a do regulador; a coluna da direita é a aritmética entre elas, calculada aqui a partir dessas duas linhas do ledger.

Ano​Os relatórios​O ficheiro do regulador​Diferença​
2015​
2016​
2017​
2018​
2019​
2020​
2021​
2022​
2023​
2024​

Os dois ficam a menos de mil euros um do outro em 2024 e a algumas centenas de milhares nos anos até 2019, com 2018 como exceção em sentido contrário. De 2020 a 2023 ficam a quatro ou cinco milhões de euros de distância. Nada do que foi lido para este documento explica essas diferenças; não houve ajuste de uma série para caber na outra, e cada valor de dívida citado neste documento diz de qual das duas veio.

População, trabalho, empresas e visitantes

Estas séries são estatística nacional, não contas municipais. Estão impressas por fronteira de mandato e não são atribuídas a ninguém, pelas razões da secção de abertura. O desemprego registado é o stock de dezembro publicado pelo instituto do emprego, não uma média anual. O ganho médio mensal é o inquérito de ganhos do ministério, publicado através do instituto de estatística.

Ano​População​Desempregados inscritos (dezembro)​Empresas​Dormidas​Ganho médio mensal​
**Mandato 2009–2013**​
2009​—​—​
2010​—​—​
2011​
2012​
2013​
**Mandato 2013–2017**​
2014​
2015​
2016​
2017​
**Mandato 2017–2021**​
2018​
2019​
2020​
2021​
**Mandato 2021–2025**​
2022​
2023​
2024​

Quatro cautelas, todas elas do próprio ficheiro de evidência.

A série da população dá um degrau entre 2020 e 2021 e continua a subir depois disso. O ficheiro de evidência não regista qualquer nota que explique esse degrau, e este documento não o lê como migração de um ano; imprime a série tal como publicada. As estimativas municipais de população anteriores a 2011 existem apenas sobre uma base geográfica ultrapassada e não são comparáveis, e é por isso que 2009 e 2010 estão vazios.

A contagem de empresas muda de versão estatística entre 2022 e 2023, quando mudou a classificação territorial, e não há ano de sobreposição publicado a nível municipal para medir a quebra.

A série das dormidas cobre um universo de estabelecimentos que se alargou no início da década de 2010, quando o alojamento rural e local passou a ser incluído, pelo que os primeiros valores não são estritamente comparáveis com os últimos. Não existem valores municipais anteriores a 2011 em qualquer indicador publicado.

O ganho médio mensal vem de três versões sucessivas do indicador, que concordam até ao arredondamento nos anos de sobreposição.

O poder de compra per capita é publicado de dois em dois anos, pelo que tem a sua própria tabela curta. É um índice com a média nacional em cem.

Ano​Poder de compra per capita​
2009​
2011​
2013​
2015​
2017​
2019​
2021​
2023​

A cultura, nos dois sítios onde pode ser contada

As contas trazem uma série de despesa em cultura para os anos legíveis, e os buracos nela são os já conhecidos: os relatórios de 2012 a 2014 são os ilegíveis, pelo que a série não pode começar antes de 2015; o dossiê de 2020 é digitalizado; 2024 não tem dossiê nenhum. Uma correção, impressa em vez de escondida: a primeira publicação deste documento afirmava que a linha desaparece depois de 2019, porque os relatórios mais recentes reportariam apenas os grandes grupos de funções. Era falso — herdado de uma nota de extração que tinha lido a página do resumo por grupos e parado aí — e foi apanhado quando o vertical companheiro dos pelouros releu os mesmos relatórios e encontrou o quadro completo por função na página seguinte, em 2021, em 2022 e em 2023. O registo de verificação tem o relato completo.

Ano​Serviços culturais, recreativos e religiosos, pagos no plano​
2015​
2016​
2017​
2018​
2019​
2021​
2022​
2023​
2025​

O outro sítio onde a cultura pode ser contada é o inquérito do instituto de estatística ao que as câmaras municipais gastam em atividades culturais e criativas. É um conceito diferente, recolhido por outra entidade sobre outra definição, e as duas tabelas não podem ser lidas como uma série. Começa em 2013.

Ano​Despesa municipal em atividades culturais e criativas​
2013​
2014​
2015​
2016​
2017​
2018​
2019​
2020​
2021​
2022​
2023​
2024​

A despesa municipal em cultura anterior a 2013 existe nas tabelas do instituto de estatística apenas sob um conceito mais antigo e não comparável, que não foi recolhido.


O que o plano de 2026 diz

O mandato instalado em 2025 ainda não pode ser avaliado por contas. O seu primeiro orçamento, porém, existe e é público: as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026, publicadas pelo município. O que se segue é o que esse documento diz, e não o que aconteceu. Nada dele foi executado à data em que isto se escreve, e as contas que o irão testar são as de 2026.

Um aviso antes dos valores, e é a razão das adagas. O corpo do relatório do plano extrai com limpeza. Os seus anexos — o plano plurianual de investimentos e o plano de atividades, onde vivem as linhas dos projetos — são uma camada digitalizada em que dígitos e designações são frequentemente ilegíveis. Cada valor abaixo que saiu dessa camada vai marcado com †, e a sua linha do ledger regista a recuperação: a leitura usada, a segunda passagem independente que concordou com ela, e a aritmética das próprias colunas do quadro que fecha sobre ela. As linhas que não foi possível recuperar honestamente estão ausentes, em vez de adivinhadas.

O tamanho disto. O plano fixa a receita e a despesa em para 2026, um acréscimo de face ao valor estimado de 2025, que o próprio documento imprime como A despesa com pessoal é desse total. As transferências para as doze freguesias são ou do conjunto das transferências que o município prevê conceder. E a taxa de IMI que este documento seguiu de até mantém-se em no plano, com uma minoração de para as freguesias rurais.

Os quatro eixos. O plano organiza as suas opções em quatro eixos estratégicos e imprime um envelope para cada um. As designações são as do próprio plano.

Eixo​Envelope para 2026​
I — Dinamizar a Economia Local e Criar Oportunidades​
II — Construir uma Évora mais Justa, Inclusiva e Viva​
III — Valorizar o Território e Preparar um Futuro Sustentável​
IV — Modernizar a Autarquia e Aproximá-la das Pessoas​
As opções do plano, no total​

O ano da Capital da Cultura, declarado duas vezes. O plano afirma que de aquisição de bens de capital estão alocados aos investimentos da iniciativa Capital Europeia da Cultura. O seu próprio anexo de investimentos diz outra coisa. O objetivo que carrega a iniciativa inscreve para 2026 — dos quais têm financiamento definido e não têm. Retirem-se da parte definida as duas linhas desse objetivo que não são aquisição de bens de capital — uma quota de associação e um valor simbólico para um monumento megalítico — e restam que ficam acima do valor que o relatório declara. Nada do que aqui foi lido explica a diferença. Não foi alisada: os dois valores estão impressos, e a aritmética entre eles está escrita na linha do ledger.

Onde está o dinheiro. Estas são as maiores dotações de 2026 que esta leitura conseguiu recuperar dos anexos do plano. Cada linha leva a adaga, porque cada linha desses anexos teve de ser recuperada. As linhas dos projetos da Capital da Cultura não estão repetidas aqui — pertencem ao parágrafo acima — e, fundido nesta lista, o Rossio de São Brás ficaria no topo dela.

Linha, como o anexo a designa​Dotação para 2026​
Amortizações de empréstimos bancários de médio e longo prazo​
Hospital Central do Alentejo — acessibilidades​
Requalificação da rede viária do concelho​
Plano Local de Habitação​
Bairros Comerciais Digitais​
Iluminação pública e sistema de videovigilância​
Estratégia de eficiência energética do Alentejo Central​
Sistema integrado de trânsito, transportes e estacionamento​
Projetos LIFE​
PRR — regeneração urbana​

A primeira linha desse quadro não é investimento de todo. É serviço da dívida — a amortização dos empréstimos bancários que este documento seguiu durante quinze anos — inscrito dentro do plano de investimentos, e é a maior linha do quadro.

O plano discorda de si próprio em três sítios. Estão impressos porque um documento que não consegue somar os seus próprios totais é, ele mesmo, um facto sobre o documento, e porque quem for conferir estes valores contra a fonte vai encontrar os três.

Orçamentado e financiado não são a mesma coisa. O anexo de investimentos separa, linha a linha, a parte de 2026 cujo financiamento está definido da parte cujo financiamento não está. Três linhas carregam quase todo o significado.

Orçamentar dinheiro que entidades de fora ainda não comprometeram, e depois não o receber, é o mecanismo que o documento companheiro deste repositório aponta para as taxas de execução em queda dos últimos anos. O plano de 2026 inscreve-o outra vez (inferência; o plano afirma cada linha e cada repartição de financiamento, e não afirma padrão algum).


O que concluir disto

Tudo o que está acima é o registo; esta secção é uma leitura dele, acrescentada a pedido do dono e assinada pelo seu autor. Foi escrita pelo modelo que dirigiu e verificou este documento, e não pelo que o montou — o construtor e o signatário são sistemas diferentes, que é a disciplina de revisão deste repositório aplicada à opinião tanto como ao facto. Cada valor nela repete uma linha do ledger já impressa acima; as ligações são interpretação e dizem (inferência) onde vão para lá do registo.

Uma história, três capítulos. O registo lê-se como um arco contínuo: um município que entrou no período a pagar aos seus fornecedores em dois anos dias), cuja verdadeira dívida herdada ainda estava a ser descoberta anos depois — medidos duas semanas após a mudança de executivo de 2013 e na reexpressão final — e que depois passou uma década a desbastar a montanha, com o excesso sobre o teto legal a cair de para nada até 2020. No último mandato o desbaste parou e a fila voltou a alongar-se: dias em 2023 e depois em 2025, com pagamentos em atraso de A mudança de executivo de 2025 entrega um município que é legal, apertado de tesouraria, e com de dívida (inferência; cada valor está na sua própria secção acima).

O que cada partido pode de facto reclamar. O mandato do PS de 2009–2013 é dono da maior decisão do período — a entrada no PAEL, — e os seus próprios anos são os que menos registo deixaram neste documento: os relatórios que contariam o seu lado são os ilegíveis. Isso é, em si, um facto de governação — os anos que mais precisam de explicação são os pior documentados (inferência). Os anos de maioria da CDU são donos do saneamento: o empréstimo de saneamento financeiro de os acordos da água, e uma disciplina verificada de fora do município — o índice do regulador cai de para sem uma interrupção na tabela. O custo ficou onde o amortecedor fica sempre: o investimento tocou o mínimo da sua série em 2017) antes do seu máximo em 2021). O mandato da CDU em minoria é dono do título de Capital da Cultura, converteu a dívida antiga da água em dívida bancária, e para lá disso pouco conseguiu fazer passar; os sinais de aperto voltaram e um ano de contas ficou por assinar. Se esse capítulo se lê como pior governação ou como governar sem votos é uma distinção que o registo não consegue fazer, e este documento não finge que consegue (inferência).

Os índices recusam a pergunta partidária. O stock de desemprego de dezembro caiu de para ao longo do período; as dormidas passaram de para o ganho médio de para Os três moveram-se com as marés nacionais — o boom do turismo, a subida em escada do salário mínimo — e nada do que aqui foi lido fornece o contrafactual que recortaria a parte de cada executivo neles (inferência). Uma série acaba abaixo de onde começou: o poder de compra per capita, na primeira edição da janela, na última, atravessando executivos de várias cores. Se há um índice que merece a atenção do próximo mandato, é esse (inferência).

A lição mais afiada é institucional, e não partidária. A aritmética de mandatos que deixou um executivo de dois mandatos governar quatro anos é a mesma aritmética que deixou cinco votos rejeitar um ano de contas. Neste registo, as maiorias produziram um saneamento sem recuos; a minoria produziu um saneamento parado e um ano por assinar (inferência; as secções de mandato acima têm a evidência das duas metades). O executivo instalado em 2025 tem três mandatos em sete.

O que verificar a seguir, uma linha para cada. A taxa de execução de 2026, contra a série descendente que o documento companheiro tabela. Se a fila dos fornecedores vira antes de tudo o resto. Se o ano da Capital da Cultura aparece nas tabelas de cultura acima ou nos livros de outras entidades. As taxas de execução do Rossio de São Brás e da via de acesso ao hospital quando as contas de 2026 aparecerem, contra as dotações que a secção do plano imprime para ambos. Como vota a assembleia municipal essas mesmas contas de 2026, dada a repartição de mandatos acima. E o próximo ficheiro do regulador: o índice está em e descer abaixo de cem seria o verdadeiro fim da era do resgate (inferência).

Acrescentado no mesmo dia, depois de uma segunda escavação. Três ligações ficaram mais afiadas depois da primeira publicação. A fila de pagamentos segue os empréstimos: colapsou depois de cada consolidação — dias antes do empréstimo de 2016 e depois dele, em 2023 — e o seu atual regresso a está a acontecer sem empréstimo de consolidação algum que compre alívio (inferência; cada valor está nas tabelas acima). As pessoas do município e a sua despesa com pessoal contam duas histórias diferentes: os efetivos caíram durante uma década enquanto a remuneração subia, e depois um ano — 2022 — acrescentou trezentos e seis trabalhadores com as escolas transferidas, pelo que o degrau da despesa com pessoal na tabela das finanças é sobretudo gente a chegar, e não o efeito isolado das atualizações salariais (inferência). E o primeiro plano do executivo que entrou repete o mecanismo mais antigo deste registo: a sua maior linha leva com de financiamento efetivamente definido; o dinheiro do acesso ao hospital regressa depois de um ano cujas contas registam o protocolo que o sustenta a receber nada, e depois de um ano que nunca chegou a ter contas; e o plano de habitação inscreve ao longo dos anos, com definidos para 2026. A distância entre orçamento e dinheiro não é um hábito do passado; está agendada para as primeiras contas do novo mandato (inferência).


Método, e como verificar este documento

Fontes.

A cadeia de extração. Três agentes de evidência produziram os ficheiros em bruto sob Technical Source/raw/: um leu os quinze anos de contas e registou, para cada indicador, o valor, o ficheiro, a página e a linha textual de onde veio; outro obteve os resultados eleitorais oficiais e a cronologia das presidências e registou os resíduos do cruzamento e as questões em aberto; outro obteve as séries socioeconómicas e registou, série a série, os códigos de indicador, as versões, as verificações de sobreposição e os anos que não existem. Nenhum deles escreveu prosa. Uma quarta etapa — o construtor ao lado deste documento — transformou esses ficheiros em linhas do ledger, e verifica em vez de confiar: um valor de contas tem de aparecer entre os números da própria linha que o agente citou; um valor que o agente não citou é procurado por agulha no texto extraído do PDF de origem, tem de ter exatamente uma correspondência, e tem de aparecer na janela correspondida; um valor eleitoral ou estatístico é lido do JSON por caminho de campo. Uma linha que falhe qualquer destas verificações interrompe a construção, e nada é escrito.

A segunda escavação. Três ficheiros de evidência foram acrescentados depois de este documento ter sido publicado pela primeira vez — os quadros de pessoal, os resultados da assembleia e das freguesias, e o plano de 2026 — e correm sob as mesmas disciplinas, com uma extensão. Um valor de pessoal tem de estar entre os números da linha que o agente citou E essa linha, normalizada nos espaços, tem de ocorrer exatamente uma vez no texto extraído do próprio relatório de origem: as duas verificações aplicadas à mesma linha. As contagens por freguesia são calculadas aqui a partir dos doze ficheiros oficiais, e cada linha calculada nomeia as freguesias que contou. Um valor do plano de 2026 tem de aparecer no excerto que o agente registou; onde a digitalização do anexo destruiu a linha, tem de aparecer antes na nota de recuperação dessa entrada — a nota que diz que segunda leitura concordou e que soma do próprio quadro fecha — e então imprime-se com uma adaga, marcador imposto nos dois sentidos pela verificação de sanidade, tal como o asterisco comparativo.

Lacunas, declaradas em vez de preenchidas. Os relatórios de 2010 a 2014 e o dossiê de 2020 são ilegíveis, pelo que cinco indicadores faltam para 2010 e 2011 e vários faltam ou são comparativos para 2012 e 2013, para 2014 e para 2020. Não existe nenhum documento de contas de 2024. As séries municipais de população e de dormidas não existem antes de 2011, e a despesa municipal em cultura não existe no conceito atual do instituto de estatística antes de 2013. O nome legal completo do presidente interino é [verify]. A data exata da instalação do mandato de 2009 não foi fixada a partir de uma fonte oficial. A série de efetivos começa em 2012, porque é aí que começa o quadro dos próprios relatórios. O resultado da assembleia de 2021 assenta somente no portal de resultados, que publica contagens provisórias, pelo que não é impresso. A maior parte das linhas dos anexos de investimentos do plano de 2026 não foi recuperável da digitalização, e as que foram estão marcadas. Nenhum destes buracos foi preenchido por estimativa.

Como verificá-lo. Cada número acima resolve-se a partir de ledger.json por identificador; o texto-modelo ao lado deste ficheiro não contém dígitos próprios, e a construção recusa-se a escrever se um marcador ficar por resolver. Cada linha do ledger leva o URL da sua fonte, o carimbo temporal da recolha, o texto exato correspondido ou o caminho JSON, a sua banda de sanidade, as entidades a que pode ser creditada e — quando é transportada do documento companheiro ou lida de uma coluna comparativa — uma nota que o diz. O portão de commit do repositório reconcilia as duas edições deste documento contra esse único ledger, verifica atribuições, afirmações quantificadas e adjacência de números, mantém o markdown e o HTML fiéis um ao outro, e corre as bandas de sanidade. O que os portões não conseguem verificar — se uma frase lê mal a sua fonte — é o trabalho da revisão de verificação que se segue, por agentes que não escreveram este documento.