Research Hub. Quinze anos de contas da Câmara Municipal de Évora — 2010 a 2024 — organizados por mandato: o que cada executivo herdou, o que decidiu, o que deixou atrás de si, e o que os índices económicos e sociais fizeram à sua volta. As contas de 2025 também aqui estão, como o ano que fica a cavalo da última mudança de executivo. As contas vêm dos relatórios publicados pelo próprio município para 2010 a 2024, lidos página a página; os valores de 2025 e a série independente de dívida do regulador são transportados do documento companheiro neste repositório com a sua proveniência original; os resultados eleitorais vêm do portal oficial de resultados e dos mapas do Diário da República; as séries socioeconómicas vêm do INE, do IEFP e do inquérito de ganhos do ministério. Cada valor abaixo tem uma linha em ledger.json, ao lado deste ficheiro, com o URL da fonte, o carimbo temporal da recolha e o texto exato — ou o cálculo — de onde foi lido.
Sete limites governam tudo o que se segue. Nenhum deles é um detalhe.
Um partido é dono das suas decisões, não de uma curva. Este documento separa dois tipos de afirmação e nunca os mistura. As decisões — entrar num programa de apoio do Estado, contratar um empréstimo, assinar um acordo de pagamento de dívida, fixar uma taxa de imposto — são atos de um executivo com nome, registados nas atas e nas contas, e aqui levam rótulo partidário. Os índices — dívida, taxas de execução, desemprego, empresas, turismo, ganhos, poder de compra — são mostrados por mandato e não são atribuídos a ninguém. O programa da troika, a pandemia, a transferência de novas competências para os municípios — a educação chegou a Évora em 2022 — e o ciclo económico nacional mexem cada um desses ponteiros independentemente de quem ocupa a câmara. Um partido é dono das suas decisões, não de uma curva, e herda as dos outros. Por isso nenhum dos mandatos abaixo é classificado.
«Dívida» não quer dizer a mesma coisa em cada ano da tabela. Antes da lei das finanças locais de 2013, o conceito legal era o endividamento líquido, calculado no relatório de gestão de cada ano; depois dela, a medida reportada é a dívida total de operações orçamentais, que inclui a quota-parte do município nas entidades em que participa. O município publica ainda um terceiro valor, a dívida global apurada, e um quarto, a dívida orçamental sem as entidades participadas. Durante vários anos, dois ou três destes conceitos coexistem no mesmo relatório com valores diferentes. Este documento imprime o conceito ao lado do valor da dívida de cada ano, imprime os valores rivais onde existem, e nunca escolhe um em silêncio.
O sistema contabilístico mudou por baixo da série. O município manteve as suas contas em POCAL na primeira parte do período e em SNC-AP na parte final. O relatório de 2021 diz, pelas suas próprias palavras, que o novo sistema faz os resultados parecerem piores do que o antigo, por causa da forma como trata as depreciações e amortizações. Os resultados antes e depois da transição não formam, por isso, uma série contínua, e a coluna do resultado da tabela das finanças deve ser lida como duas.
Um ano de contas foi publicado em digitalizações, e outro não foi publicado de todo. Todo o dossiê de contas de 2020 no sítio do município é uma digitalização sem camada de texto — é o único ano cujo dossiê publicado não traz texto nenhum, e esta extração não correu OCR, por regra. E para 2024 não existe nenhum documento de contas de 2024 no sítio do município: a página principal e o endereço de 2024 albergam hoje as contas de 2025, o índice de «anos anteriores» para em 2023, e o Internet Archive não guarda captura alguma de uma página de contas de 2024. Cada valor de 2020 e de 2024 abaixo vem, por isso, da coluna comparativa de um relatório posterior.
Um asterisco nas tabelas significa que o valor foi lido da coluna comparativa de um relatório posterior, e não de um documento do seu próprio ano. É o mesmo município a reportar, mas um ano depois, num relatório escrito pelo mesmo executivo sobre um ano cujas contas próprias nunca foram aprovadas — no caso de 2024, foram rejeitadas. O asterisco está colado ao valor no ledger, pelo que não pode cair na prosa. Cinco anos levam-no, no todo ou em parte.
Uma adaga significa que o valor foi recuperado de uma digitalização degradada. Aparece na secção sobre o plano de 2026; fora daí, não aparece. É um marcador da mesma família do asterisco. O corpo do relatório do plano extrai com limpeza; os seus anexos — o plano plurianual de investimentos e o plano de atividades, onde vivem as linhas dos projetos — são uma camada digitalizada em que dígitos e designações são frequentemente ilegíveis. Cada valor tirado dessa camada leva uma adaga, e a sua linha do ledger regista a recuperação: a leitura usada, a segunda passagem independente que concordou com ela, e a aritmética das próprias colunas do quadro que fecha sobre ela. As linhas que não foi possível recuperar honestamente ficaram de fora; são lacunas, e não zeros. Tal como o asterisco, a adaga está colada ao valor no ledger, pelo que a prosa não a pode perder.
O mandato que começou em 2025 não é avaliável aqui. Tomou posse a 2025-10-31. As suas primeiras contas serão as de 2026, devidas por volta da primavera de 2027. Aparece na secção das eleições, na lista de mandatos e na secção sobre o orçamento que escreveu para 2026 — que é um plano, e não um resultado; fora daí, não aparece.
Onde uma frase abaixo raciocina para lá do que uma fonte afirma, diz (inferência).
Para quem levar daqui uma secção, é esta — cada valor tem o seu contexto completo mais abaixo.
| | |
|---|---|
| O arco político | Uma mudança de executivo em 2013 e outra em 2025, com doze anos de um mesmo executivo entre elas — duas maiorias absolutas, depois uma minoria de 2 em 7 mandatos |
| O arco financeiro | Excesso sobre o teto legal da dívida: €32 559 910 em janeiro de 2014, extinto em 2020; o índice de dívida do regulador desce de 242,6% para 105,5% sem uma interrupção |
| A era do resgate | Programa de apoio PAEL de €32 166 372, em que se entrou no primeiro mandato do período; empréstimo de saneamento financeiro de €32 500 000, contratado pelo executivo seguinte em 2016 |
| A herança, reexpressa | Dívida medida em €82 871 523 na mudança de executivo de 2013 — e revista em alta durante anos, até €95 082 510, à medida que passivos anteriores a 2013 foram aparecendo |
| O aperto de hoje | Prazo médio de pagamento em 137 dias; pagamentos em atraso de €4 976 172; dívida total de €54 379 035 — legal, com a descida parada |
| O ano por assinar | As contas de 2024 foram rejeitadas pela Câmara (2 votos a favor e 5 contra) e nunca foram certificadas externamente; não existe documento de contas de 2024 no sítio do município |
| A cidade à volta | Desemprego de dezembro 3 720 → 1 596; dormidas 312 696 → 709 328; poder de compra 118,65 → 111,47, a série que acaba abaixo de onde começou |
Três frases de orientação. Os quinze anos leem-se como um longo esforço de saneamento a partir de uma montanha de dívida cujo tamanho verdadeiro levou anos a apurar, conduzido ao longo de três mandatos da CDU depois de uma década do PS que acabou no resgate — e o último troço desse esforço, sob uma minoria de dois mandatos, parou em prazos de pagamento a alongar-se e num ano de contas que ninguém assinou. A cidade por baixo saiu-se bem na quase totalidade dos índices nacionais enquanto a sua câmara se desalavancava — e quanto disso pertence a cada executivo é exatamente o que este documento se recusa a afirmar. O raciocínio completo, e os limites que o governam, são as secções que se seguem.
| Mandato | Presidente | Lista | Mandatos em 7 |
|---|---|---|---|
| 2001–2005 | José Ernesto d'Oliveira | PS | 4 |
| 2005–2009 | José Ernesto d'Oliveira | PS | 3 |
| 2009–2013 | José Ernesto d'Oliveira, depois Manuel Melgão a partir de 2013-05-01 | PS | 3 |
| 2013–2017 | Carlos Pinto de Sá | CDU | 4 |
| 2017–2021 | Carlos Pinto de Sá | CDU | 4 |
| 2021–2025 | Carlos Pinto de Sá | CDU | 2 |
| 2025– | Carlos Zorrinho | PS | 3 |
A câmara tem 7 mandatos. Antes de 2001 a câmara era do PCP/CDU, cujo presidente de 1976 a 2001 foi Abílio Dias Fernandes, segundo a lista de presidentes da associação nacional de municípios. As duas primeiras linhas acima são contexto: este documento avalia os quinze anos a partir de 2010, que é onde começam as contas legíveis.
As duas eleições de contexto, dos arquivos oficiais e dos mapas definitivos, porque a afirmação «o PS detinha Évora desde 2001» merece ficar registada e não ficar por ouvir dizer:
| 2001-12-16 | Votos | Percentagem | Mandatos |
|---|---|---|---|
| PS | 12 693 | 45,15% | 4 |
| PCP-PEV | 11 282 | 40,14% | 3 |
| PPD/PSD | 2 675 | 9,52% | 0 |
| CDS-PP | 468 | 1,66% | 0 |
| B.E. | 123 | 0,44% | 0 |
| MPT | 117 | 0,42% | 0 |
Participação de 61,39%, 28 110 votantes, para 7 mandatos.
| 2005-10-09 | Votos | Percentagem | Mandatos |
|---|---|---|---|
| PS | 11 029 | 43,30% | 3 |
| PCP-PEV | 8 389 | 32,94% | 3 |
| PPD/PSD | 3 757 | 14,75% | 1 |
| B.E. | 665 | 2,61% | 0 |
| CDS-PP | 370 | 1,45% | 0 |
| PPM | 76 | 0,30% | 0 |
Participação de 55,06%, 25 469 votantes, para 7 mandatos. A vitória de 2001 foi maioria absoluta; a de 2005 não foi.
Cada valor desta secção é a votação para a câmara municipal no concelho de Évora, do portal de resultados da secretaria-geral do ministério da administração interna, cruzada com os mapas definitivos publicados no Diário da República. A votação para a assembleia municipal é outra eleição e não está aqui.
| Lista | Votos | Percentagem | Mandatos |
|---|---|---|---|
| PS | 10 357 | 39,48% | 3 |
| PCP-PEV | 9 189 | 35,02% | 3 |
| PPD/PSD | 4 638 | 17,68% | 1 |
| B.E. | 742 | 2,83% | 0 |
| CDS-PP | 590 | 2,25% | 0 |
Participação de 54,52%, 26 236 votantes. O vencedor levou a presidência sem maioria absoluta e com o mesmo número de mandatos do segundo classificado.
| Lista | Votos | Percentagem | Mandatos |
|---|---|---|---|
| PCP-PEV | 11 776 | 49,30% | 4 |
| PS | 6 199 | 25,95% | 2 |
| PPD/PSD–CDS-PP | 3 510 | 14,70% | 1 |
| B.E. | 934 | 3,91% | 0 |
Participação de 49,69%, 23 885 votantes. Realizada a 2013-09-29, a meio do programa de ajustamento, esta é a maior viragem isolada do período.
| Lista | Votos | Percentagem | Mandatos |
|---|---|---|---|
| PCP-PEV | 9 414 | 40,52% | 4 |
| PS | 6 131 | 26,39% | 2 |
| PPD/PSD | 3 463 | 14,90% | 1 |
| CDS-PP–MPT–PPM | 1 362 | 5,86% | 0 |
| B.E. | 1 113 | 4,79% | 0 |
| PAN | 499 | 2,15% | 0 |
Participação de 48,90%, 23 234 votantes. A contagem de mandatos não muda face a 2013, embora a percentagem vencedora desça. Estas duas eleições produziram as únicas maiorias absolutas das cinco aqui avaliadas — um facto retirado de um campo booleano dos ficheiros oficiais de resultados, e não calculado a partir de qualquer valor deste documento, e declarado como tal no ledger.
| Lista | Votos | Percentagem | Mandatos |
|---|---|---|---|
| PCP-PEV | 6 413 | 27,44% | 2 |
| PS | 6 140 | 26,27% | 2 |
| PPD/PSD–CDS-PP–MPT–PPM | 4 458 | 19,07% | 2 |
| NC/RIR | 2 972 | 12,71% | 1 |
| CH | 1 591 | 6,81% | 0 |
| B.E. | 888 | 3,80% | 0 |
Participação de 49,84%, 23 374 votantes. O próprio município refere-se ao vereador eleito pela lista NC/RIR como pertencendo ao Movimento Cuidar de Évora.
É esta a aritmética que decide os quatro anos seguintes, e vale a pena dizê-la com clareza: a lista vencedora tem 2 dos 7 mandatos. O seu presidente mantém a presidência; o seu executivo não mantém a maioria. Quatro anos depois, essa aritmética produz a rejeição de um ano de contas, que a secção de mandato abaixo expõe.
| Lista | Votos | Percentagem | Mandatos |
|---|---|---|---|
| PS | 8 169 | 29,83% | 3 |
| PPD/PSD–CDS-PP–PPM | 8 013 | 29,26% | 2 |
| PCP-PEV | 4 332 | 15,82% | 1 |
| CH | 3 816 | 13,94% | 1 |
| MCE | 1 856 | 6,78% | 0 |
| B.E. | 343 | 1,25% | 0 |
| IL | 252 | 0,92% | 0 |
Participação de 59,41%, 27 383 votantes — a participação mais alta das cinco, e a primeira eleição do período em que o presidente cessante não se candidatou.
A câmara não foi o órgão isolado eleito nesse dia. A assembleia municipal é um boletim de voto separado e, em 2025, devolveu 21 mandatos de eleição direta. A tabela abaixo são esses mandatos de eleição direta, e nada mais: este documento não faz afirmação alguma sobre a composição total da assembleia, porque a evidência lida para ela cobre a votação nas listas e não cobre quem mais lá tem assento.
| Lista | Mandatos de eleição direta, 2025 |
|---|---|
| PS | 7 |
| PPD/PSD–CDS-PP–PPM | 7 |
| PCP-PEV | 3 |
| CH | 3 |
| MCE | 1 |
O resultado da assembleia de 2021 está no mesmo ficheiro de evidência, mas é a contagem provisória do portal de resultados para esse órgão e nunca foi confrontado com um mapa definitivo, como aconteceu com os valores da câmara, pelo que não é impresso aqui.
Duas coisas sobre a votação para a câmara merecem a aritmética. A primeira é quão renhida foi: a lista vencedora terminou 156 votos à frente da coligação que ficou atrás dela, valor calculado aqui a partir das duas linhas de votos já impressas acima. A segunda é a participação, que subiu quase dez pontos entre as duas eleições — de 49,84% para 59,41%.
O concelho vota como doze freguesias, e elas não votam da mesma maneira. Somados pelas doze, os votos das listas e a participação reconciliam exatamente com os totais do concelho impressos acima — nada se perde nem se acrescenta entre os dois níveis. Dentro delas, a lista do PS liderou a votação para a câmara em 8 das doze freguesias, a coligação PPD/PSD–CDS-PP–PPM em 3, e a lista do PCP-PEV em 1 — Nossa Senhora da Graça do Divor.
O mapa é mais largo do que a margem. Na Malagueira e Horta das Figueiras a coligação teve 3 183 votos contra os 2 783 da lista vencedora — uma diferença de 400 nessa freguesia sozinha, contra uma margem de 156 em todo o concelho (inferência; os dois valores são linhas do ledger e ambos são diferenças de votos impressos, mas a comparação entre eles é deste documento).
| De | Até | Presidente | Lista |
|---|---|---|---|
| 2002 | 2013-04-30 | José Ernesto d'Oliveira | PS |
| 2013-05-01 | 2013-10-18 | Manuel Melgão | PS |
| 2013-10-18 | 2025-10-31 | Carlos Pinto de Sá | CDU |
| 2025-10-31 | em funções | Carlos Zorrinho | PS |
Duas coisas que esta tabela regista e uma tabela de eleições não consegue. Em primeiro lugar, o mandato de 2013 não correu até ao fim com o presidente eleito em 2009: renunciou com efeitos a 2013-05-01, cerca de cinco meses antes do fim do mandato, e o vice-presidente assumiu como presidente interino até o novo executivo ser instalado a 2013-10-18 — a mesma pessoa encabeçou depois a lista do PS na eleição de setembro. Em segundo lugar, são as datas de instalação, e não as das eleições, que marcam o início efetivo dos mandatos: 2013-10-18, 2017-10-20, 2021-10-15 e 2025-10-31.
O nome legal completo do presidente interino é uma pequena questão em aberto. A lista de presidentes da associação de municípios e o ficheiro de candidatos do ministério dão dois nomes completos diferentes para o mesmo homem; o relatório do próprio município chama-lhe Manuel Melgão, que é a forma usada aqui. O nome legal completo é [verify]; a identidade — o vice-presidente que assumiu a presidência e depois encabeçou a lista — é consistente nas três fontes oficiais.
O portal de resultados publica contagens provisórias; o Diário da República publica os mapas definitivos meses depois. Em três eleições das cinco, os dois divergem ligeiramente. A atribuição de mandatos e a lista vencedora são idênticas em cada fonte e em cada ano; só os totais de votos se movem.
| Eleição | Valor | Portal de resultados | Diário da República |
|---|---|---|---|
| 2009 | Votos do PS | 10 357 | 10 605 |
| 2009 | Votantes | 26 236 | 26 484 |
| 2017 | Votos do PS | 6 131 | 6 208 |
| 2017 | Votos do PPD/PSD | 3 463 | 3 502 |
| 2017 | Votos do PCP-PEV | 9 414 | 9 413 |
| 2017 | Votantes | 23 234 | 23 269 |
| 2021 | Votos do PS | 6 140 | 6 144 |
| 2021 | Votos do PCP-PEV | 6 413 | 6 424 |
| 2021 | Votantes | 23 374 | 23 339 |
O mapa de 2013 coincide com o portal em cada campo extraído. A célula de eleitores inscritos do próprio mapa de 2021 extraiu corrompida e a atribuição das duas colunas partidárias mais próximas foi inferida por consistência de percentagens, em vez de lida de um cabeçalho intacto, pelo que a linha de 2021 desta tabela é a menos sólida das três (inferência, e o ficheiro de evidência di-lo). O mapa definitivo de 2025 é uma imagem digitalizada e não foi extraído por máquina de todo; os valores de 2025 assentam no portal de resultados e nas páginas do próprio município, ambos oficiais.
| Lista | Mandatos |
|---|---|
| PS | 3 |
| PPD/PSD–CDS-PP–PPM | 2 |
| CDU | 1 |
| CH | 1 |
Cada mandato abaixo tem as mesmas três partes. Herdou é o estado dos indicadores no ano de entrada. Decidiu contém atos desse executivo, cada um sustentado por uma linha citada de um documento municipal. Deixou é o estado dos indicadores no ano de saída. Os indicadores não são um veredicto sobre o executivo; são as condições que o seguinte herdou.
O que herdou. Nada de mensurável a partir desta evidência. Os relatórios de gestão de 2010 a 2014 têm todos camadas de texto corrompidas — as fontes não trazem mapa de carateres, pelo que uma extração de texto devolve glifos ilegíveis — e esta extração não correu OCR, por regra. O que sobrevive dos primeiros anos são as demonstrações de fluxos de caixa e de resultados publicadas em separado, e é por isso que os três primeiros anos da tabela das finanças têm três colunas preenchidas e cinco vazias.
O que decidiu. Uma decisão deste mandato domina tudo o que vem depois dela: a entrada no Programa de Apoio à Economia Local, cujo empréstimo está registado nas contas em €32 166 372. As duas primeiras tranches foram reconhecidas em 2013 e a última em 2014. O relatório de 2016 diz o que o dinheiro fez: €19 032 188 dele, ou 60%, serviram para pagar faturas devidas à Águas do Centro Alentejo.
Uma cautela que pertence a esta secção e não às tabelas: cada frase do parágrafo acima tem por fonte relatórios escritos pelo executivo que se seguiu. Os relatórios da era PS são precisamente os ilegíveis. Os valores são o relato do sucessor sobre a decisão do antecessor, e devem ser lidos como tal.
O que deixou. O executivo que entrou apurou a dívida global do município a 2013-10-31 — a data de referência que a sua própria tabela usa, duas semanas depois de tomar posse — em €82 871 523. Esse valor não ficou quieto. À medida que passivos anteriores a outubro de 2013 foram aparecendo em anos posteriores e sendo aceites como legítimos, o mesmo executivo reexpressou três vezes a dívida que herdara:
| Declarado no relatório de | Dívida no início do mandato |
|---|---|
| 2015 | €87 682 770 |
| 2017 | €92 993 822 |
| 2021 | €95 082 510 |
As parcelas que compuseram essa reexpressão foram registadas ano a ano:
| Registado em | Dívida anterior a outubro de 2013 registada de novo |
|---|---|
| 2014 | €3 203 586 |
| 2015 | €1 607 661 |
| 2016 | €1 971 945 |
| 2017 | €3 339 107 |
| 2018 | €1 502 |
| 2019 | €1 928 605 |
| 2021 | €158 581 |
A maior parcela isolada dessa sequência é a de 2017, e quase tudo — €3 281 097 — são juros de mora devidos à empresa regional de águas em processo judicial. Outros €1 680 443 da mesma natureza, devidos ao instituto nacional da habitação por cinquenta e quatro fogos comprados em 2004, estão na empresa municipal de habitação e aparecem apenas nas contas consolidadas.
O que herdou. Receita cobrada em 2013 de €64 651 456 — inflacionada pela chegada das tranches do empréstimo do programa de apoio — contra uma despesa paga de €60 553 851. Dívida, no conceito que o seu próprio relatório usava, de €82 415 794*. Um prazo médio de pagamento a fornecedores de 755* dias, o mais alto de toda a série. Um resultado líquido de menos €12 706 874.
O que decidiu.
| A 31 de dezembro | Dívida à AdCA e à AdLVT |
|---|---|
| 2013 | €22 824 867 |
| 2014 | €21 508 388 |
| 2015 | €27 246 034 |
| 2016 | €6 542 006 |
O que deixou. Receita cobrada em 2017 de €48 002 980, despesa paga de €44 772 391, investimento de €2 255 111 — o ano de investimento mais baixo de toda a série legível. Dívida de €69 532 414. Um prazo médio de pagamento descido para 89 dias, vindo de 755*. O incumprimento do teto legal da dívida estreitou-se mas não fechou: o excesso estava em €12 263 435 no fim de 2017, contra €32 559 910 no início do mandato.
Um número deste mandato precisa de levar a sua nota de rodapé ao lado. O resultado de 2016, de menos €3 337 288, inclui, como custo de 2016, IVA referente aos anos de 2009 a 2011 — €1 712 963. O relatório faz a subtração e apresenta o valor corrigido como um prejuízo de €1 984 259. Os dois números são do próprio município; este documento imprime ambos e não escolhe entre eles.
O que herdou. Os indicadores de 2017 acima, e uma dívida ainda acima do teto legal.
O que decidiu.
O que deixou. Receita cobrada em 2021 de €57 113 925, despesa paga de €52 290 432, investimento de €7 537 452 — o ano de investimento mais alto da série legível. Dívida de €57 293 550. Um prazo médio de pagamento de 49 dias. E o limiar em que todo este período assenta: o excesso sobre o teto legal da dívida desaparece. A série do próprio relatório para o montante em excesso corre assim, em que um valor negativo é capacidade de endividamento e não excesso:
| Em | Montante em excesso sobre o teto |
|---|---|
| janeiro de 2014 | €32 559 910 |
| dezembro de 2014 | €29 755 643 |
| dezembro de 2015 | €26 422 446 |
| dezembro de 2016 | €20 928 244 |
| dezembro de 2017 | €12 263 435 |
| dezembro de 2018 | €6 276 132 |
| dezembro de 2019 | €943 664 |
| dezembro de 2020 | capacidade de €4 948 806 |
| dezembro de 2021 | capacidade de €7 974 708 |
Servir os empréstimos de médio e longo prazo custou €4 877 620 só em 2021.
Dois anos dos quatro deste mandato são os da pandemia, e os valores de 2020 na tabela das finanças levam todos o asterisco comparativo, porque o dossiê de 2020 publicado não tem texto. Ler os números de investimento e de receita de 2020 e 2021 como um veredicto sobre o executivo seria um erro de categoria do tipo que a secção de abertura avisa.
O que herdou. Os indicadores de 2021 acima — aquele pico de investimento, o prazo médio de pagamento mais curto desde o início do período, e os primeiros anos com capacidade de endividamento. Herdou também uma aritmética: a lista do presidente tinha 2 dos 7 mandatos.
O que decidiu.
O que aconteceu às suas contas. A aritmética da minoria produziu a sua consequência no último ano do mandato. A opinião do auditor sobre as contas de 2025 regista que a proposta de prestação de contas de 2024 foi rejeitada pela própria Câmara na reunião de 2025-05-28 — 2 votos a favor, 5 contra — e que daí resultou a emissão de uma Declaração de Impossibilidade de Certificação Legal das Contas para 2024. Esses dois números são a divisão de mandatos de 2021 lida em voz alta. O documento companheiro neste repositório expõe o relato do auditor por inteiro; aqui importa como o facto de governação do mandato. Nunca foi publicado nenhum documento de contas de 2024, e cada valor de 2024 neste documento é uma coluna comparativa do relatório de 2025.
O que deixou. A dívida subiu em 2024, de €50 432 431 para €54 680 636*, depois de ter caído em cada um dos nove anos anteriores, medida no conceito que os relatórios usam a partir de 2014. O prazo médio de pagamento, que tinha atingido os 22 dias em 2023 — o mais baixo de toda a série — voltou aos 104* dias em 2024 e aos 137 dias em 2025. As contas fecharam 2025 com pagamentos em atraso de €4 976 172, pelo segundo ano consecutivo.
As contas de 2025 ficam a cavalo da mudança de executivo: cobrem um ano em que este executivo governou até 2025-10-31 e o seguinte a partir dessa data. Estão impressas na tabela das finanças como um ano inteiro, porque é assim que existem, e não são atribuídas nem a um mandato nem ao outro.
Não avaliável. O executivo tomou posse a 2025-10-31 com 3 dos 7 mandatos, frente a 2 da coligação em segundo lugar, 1 da CDU e 1 do CH. O seu primeiro ano financeiro completo é 2026 e as suas primeiras contas são devidas por volta da primavera de 2027. Qualquer avaliação dele antes de essas contas existirem seria uma previsão, e este documento não faz previsões.
Duas câmaras, e em ambas aquém da maioria. A aritmética com que este executivo governa atravessa os dois órgãos eleitos, e vale a pena dizê-lo uma vez. Na câmara, a sua lista tem 3 dos 7 mandatos. Na assembleia municipal, a mesma lista tem 7 dos 21 mandatos de eleição direta, a par da coligação que ficou atrás dela. Que os dois órgãos atuam sobre os mesmos processos não é aqui uma suposição: as secções acima registam um acordo de pagamento com a empresa regional da água aprovado pela câmara na reunião de 2016-12-28 e pela assembleia municipal na sessão de 2017-02-17, e registam a própria câmara a rejeitar um ano de contas em 2025. As contas anuais e o endividamento seguem esse mesmo caminho (inferência; os números de mandatos são registo oficial, o caminho é lido dos atos que este documento já imprimiu e não de qualquer diploma aqui citado).
As fronteiras de mandato estão marcadas na tabela. Os valores marcados com asterisco foram lidos da coluna comparativa de um relatório posterior. Um travessão significa que o valor não está disponível em documento legível algum desse ano, e não que seja zero. Os resultados estão impressos como prejuízos, salvo quando levam sinal positivo.
| Ano | Receita cobrada | Despesa paga | Investimento | Pessoal | Dívida | PMP (dias) | Resultado |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| **Mandato 2009–2013** | |||||||
| 2010 | €48 550 582 | €48 669 972 | — | — | — | — | −€15 651 235 |
| 2011 | €41 796 828 | €41 566 242 | — | — | — | — | −€14 013 178 |
| 2012 | €40 973 200 | €41 177 584 | €3 747 066* | €16 879 562* | €74 356 526* | — | −€10 703 160 |
| 2013 | €64 651 456 | €60 553 851 | €5 193 558* | €18 020 985* | €82 415 794* | 755* | −€12 706 874 |
| **Mandato 2013–2017** | |||||||
| 2014 | €49 456 439 | €52 513 859 | €4 120 828* | €18 166 398* | €75 309 224* | 635* | −€7 331 402* |
| 2015 | €43 223 967 | €42 295 243 | €5 375 578 | €17 711 101 | €77 198 306 | 575 | −€4 890 006 |
| 2016 | €77 313 739 | €72 783 156 | €5 945 693 | €17 744 882 | €74 452 174 | 526 | −€3 337 288 |
| 2017 | €48 002 980 | €44 772 391 | €2 255 111 | €17 657 553 | €69 532 414 | 89 | −€4 169 343 |
| **Mandato 2017–2021** | |||||||
| 2018 | €48 499 802 | €46 463 400 | €3 609 579 | €18 651 929 | €68 518 752 | 99 | +€2 186 031 |
| 2019 | €73 108 354 | €71 458 711 | €3 469 309 | €19 257 127 | €64 168 865 | 133 | −€3 073 382 |
| 2020 | €48 295 924* | €44 987 164* | €4 533 844* | €18 750 967* | €60 481 588* | 77* | −€4 002 857* |
| 2021 | €57 113 925 | €52 290 432 | €7 537 452 | €19 100 045 | €57 293 550 | 49 | −€4 392 564 |
| **Mandato 2021–2025** | |||||||
| 2022 | €60 695 430 | €57 057 833 | €4 913 568 | €23 192 903 | €53 488 434 | 64 | −€1 573 391 |
| 2023 | €63 799 967 | €62 097 742 | €3 246 822 | €27 392 931 | €50 432 431 | 22 | −€3 416 940 |
| 2024 | €66 509 640* | €64 512 265* | €4 752 427* | €28 333 363* | €54 680 636* | 104* | −€4 591 039* |
| **A cavalo da mudança de executivo de 2025** | |||||||
| 2025 | €67 263 297 | €65 565 050 | €5 104 307 | €30 438 432 | €54 379 035 | 137 | −€2 443 292 |
Quatro coisas sobre esta tabela, antes que alguém lhe leia uma tendência.
A coluna da receita não tem o mesmo conceito ao longo de todo o período. Para 2010 a 2014 é a receita orçamental recebida tal como a demonstração de fluxos de caixa a imprime; a partir de 2015 é o total do quadro de execução orçamental, que na maioria desses anos inclui explicitamente o saldo de gerência transitado do ano anterior. Os dois estão próximos mas não são idênticos, e a diferença é o saldo que transita.
Três dos anos da coluna da receita são anos de empréstimo. Os valores de 2013 levam as tranches do programa de apoio, os de 2016 o empréstimo de saneamento financeiro, os de 2019 o empréstimo de substituição. Em cada um desses três anos a coluna da receita dá um degrau para cima e o ano seguinte devolve o degrau, que é o que um empréstimo parece numa tabela de caixa e não o que parece um bom ano (inferência; os relatórios afirmam cada empréstimo e cada total, não o padrão).
A coluna do pessoal dá um degrau acentuado entre 2021 e 2023, e o relatório de 2023 dá a razão e data-a. Foram transferidas para o município competências na educação, na saúde e na ação social, com a educação a produzir efeitos em abril de 2022; a transferência da educação acrescentou, sozinha, €3 856 585 de transferências correntes em 2022 face a 2021, e o relatório diz com clareza que receita vinda de competências transferidas implica um aumento correspondente de despesa. Este documento não tenta repartir o degrau do pessoal entre essa transferência e tudo o resto, porque nada do que aqui foi lido o reparte.
A coluna do resultado são duas séries, e não uma, por causa da transição de POCAL para SNC-AP, e nela aparece apenas um ano positivo.
A coluna do pessoal acima é dinheiro. Esta é gente. Os relatórios de gestão de 2022 e de 2023 imprimem cada um uma série de efetivos, e o de 2023 prolonga-a por mais um ano; a tabela abaixo é a versão do relatório de 2023, que reimprime sem alteração cada ano anterior da tabela do relatório de 2022. A coluna da variação é a do próprio relatório, e o seu sinal está escrito aqui como um glifo ao lado do valor.
| Ano | Trabalhadores a 31 de dezembro | Variação no ano |
|---|---|---|
| **Mandato 2009–2013** | ||
| 2012 | 1 088 | — |
| 2013 | 1 064 | −24 |
| **Mandato 2013–2017** | ||
| 2014 | 1 049 | −15 |
| 2015 | 1 021 | −28 |
| 2016 | 988 | −33 |
| 2017 | 1 022 | +34 |
| **Mandato 2017–2021** | ||
| 2018 | 1 106 | +84 |
| 2019 | 993 | −113 |
| 2020 | 987 | −6 |
| 2021 | 1 023 | +36 |
| **Mandato 2021–2025** | ||
| 2022 | 1 329 | +306 |
| 2023 | 1 338 | +9 |
Os mesmos relatórios desagregam o total por grupo profissional. No final de 2022: 22 dirigentes, 142 técnicos superiores, 243 assistentes técnicos, 819 assistentes operacionais, 9 na informática e 94 noutras situações. No final de 2023: 21 dirigentes, 215 técnicos superiores, 261 assistentes técnicos, 812 assistentes operacionais, 10 na informática e 19 noutras situações.
Leiam-se as duas colunas em conjunto e a forma é clara. Entre 2012 e 2021 o pessoal passou de 1 088 para 1 023 — uma década de efetivos estáveis ou em queda, enquanto a despesa com pessoal da tabela das finanças acima subia no mesmo intervalo, de €16 879 562* para €19 100 045. Depois um ano muda o patamar: mais 306 trabalhadores em 2022.
O relatório de 2022 explica ele próprio esse degrau, no parágrafo imediatamente acima da sua tabela. O acréscimo face ao ano anterior é ali atribuído, maioritariamente e pelas palavras do relatório, à integração do pessoal não docente efetuada no âmbito da transferência de competências na área da educação — num total de 309 trabalhadores, aos quais, diz, acrescem os trabalhadores admitidos ou regressados e as saídas efetivas durante o ano, e é por isso que a variação líquida na tabela não é o mesmo valor. O degrau do pessoal na tabela das finanças e o degrau dos efetivos aqui são, portanto, o mesmo acontecimento, e são os relatórios do próprio município que fazem a ligação, do lado da despesa como do lado dos quadros.
As mesmas páginas discordam de si próprias uma vez, e isso está impresso aqui como este documento imprime cada discordância de fonte. O relatório de 2022 diz que saíram 203 trabalhadores nesse ano e, na mesma página, lista as saídas por carreira; essas cinco parcelas somam 201. A diferença de dois trabalhadores não é explicada em parte alguma do relatório nem reconciliada em qualquer outro ponto dele. Nem um nem outro foi ajustado aqui. A lista equivalente do relatório de 2023 soma o total que declara.
Há ainda uma diferença entre os dois relatórios de natureza puramente tipográfica: o relatório de 2022 imprime a sua própria célula de efetivos de 2022 sem o espaço de milhar que usa nas restantes linhas do mesmo quadro, e a reimpressão do relatório de 2023 repõe-no. O valor é idêntico nos dois, e não houve reexpressão de ano algum da série entre eles.
O conceito não é constante, por isso é impresso. Estas são as designações da própria fonte, nas palavras da própria fonte.
| Anos | Conceito, como o relatório lhe chama |
|---|---|
| 2010–2011 | endividamento líquido — não extraível; o cálculo está nos relatórios ilegíveis |
| 2012–2013 | Dívida Orçamental — curto prazo mais médio e longo prazo, excluindo entidades participadas |
| 2014 | Dívida Global Apurada a 31 de dezembro |
| 2015–2024 | Dívida Total de Operações Orçamentais — o conceito da lei das finanças, incluindo a quota-parte das entidades participadas |
E onde o mesmo ano tem mais do que um valor, estão aqui impressos todos. Para 2014, três:
| Conceito | Valor para 2014 | Onde |
|---|---|---|
| Dívida global apurada a 31 de dezembro | €75 309 224 | repetido nos relatórios de 2016 e 2017 e de novo em 2018 e 2021 |
| Dívida orçamental, excluindo entidades participadas | €75 509 056 | o quadro de evolução do relatório de 2015 |
| Dívida total de operações orçamentais | €77 739 225 | os quadros de evolução dos relatórios de 2018 e 2021 |
Para 2015 o mesmo relatório imprime €77 198 306 no conceito da lei das finanças e €74 882 512 como dívida apurada — uma diferença da quota-parte das entidades participadas. Para 2020 o relatório imprime o total em €60 481 588* e a componente do próprio município em dois sítios que não coincidem: €60 282 480,32 num quadro e €60 282 480,38 noutro, a seis cêntimos de distância. E a série do prazo de pagamento tem o mesmo problema: o relatório de 2022 regista 64 dias para 2022, e a série do próprio relatório de 2025 dá 69 dias para o mesmo ano e para o mesmo indicador do regulador. Os dois registos ficam de pé.
A comparação que as contas fazem com a lei é a do teto. No fim de 2015 o município estava em incumprimento em €26 117 439. No seu relatório de 2018 o executivo declara a sua própria redução da dívida global, medida de outubro de 2013 ao fim de 2018, em €27 278 505, ou 29,3%.
O regulador publica o mesmo total de dívida da lei das finanças por município, a partir da sua própria recolha, pelo que a série abaixo não é o município a relatar sobre si próprio. Ao lado de cada valor está o índice de dívida — a dívida em percentagem da média de receita de três anos que define o limite legal, cujo teto é 150%. As duas colunas são transportadas do documento companheiro com a sua proveniência original.
| Ano de contas | Dívida total (DGAL) | Índice de dívida |
|---|---|---|
| 2014 | €77 961 663 | 242,6% |
| 2015 | €77 698 527 | 228,2% |
| 2016 | €74 760 717 | 208,3% |
| 2017 | €69 826 899 | 182,0% |
| 2018 | €66 243 125 | 165,7% |
| 2019 | €64 390 566 | 152,8% |
| 2020 | €64 827 142 | 148,6% |
| 2021 | €61 737 315 | 141,9% |
| 2022 | €58 379 210 | 130,3% |
| 2023 | €55 862 259 | 118,1% |
| 2024 | €54 681 562 | 105,5% |
Leia a coluna do índice de cima a baixo: só a partir de 2020 fica abaixo do teto legal, e todos os anos da série do regulador estão acima da média de receita. O índice desce em cada ano da tabela, ao longo de três mandatos — todos do mesmo partido, e é exatamente por isso que a secção de abertura se recusa a classificar curvas.
Dois relatos de um mesmo conceito legal nem sempre concordam, e a diferença merece ser impressa em vez de alisada. A coluna da esquerda abaixo é o valor que o relatório de cada ano imprime; a coluna do meio é a do regulador; a coluna da direita é a aritmética entre elas, calculada aqui a partir dessas duas linhas do ledger.
| Ano | Os relatórios | O ficheiro do regulador | Diferença |
|---|---|---|---|
| 2015 | €77 198 306 | €77 698 527 | €500 221 |
| 2016 | €74 452 174 | €74 760 717 | €308 543 |
| 2017 | €69 532 414 | €69 826 899 | €294 485 |
| 2018 | €68 518 752 | €66 243 125 | −€2 275 627 |
| 2019 | €64 168 865 | €64 390 566 | €221 701 |
| 2020 | €60 481 588* | €64 827 142 | €4 345 554 |
| 2021 | €57 293 550 | €61 737 315 | €4 443 765 |
| 2022 | €53 488 434 | €58 379 210 | €4 890 776 |
| 2023 | €50 432 431 | €55 862 259 | €5 429 828 |
| 2024 | €54 680 636* | €54 681 562 | €926 |
Os dois ficam a menos de mil euros um do outro em 2024 e a algumas centenas de milhares nos anos até 2019, com 2018 como exceção em sentido contrário. De 2020 a 2023 ficam a quatro ou cinco milhões de euros de distância. Nada do que foi lido para este documento explica essas diferenças; não houve ajuste de uma série para caber na outra, e cada valor de dívida citado neste documento diz de qual das duas veio.
Estas séries são estatística nacional, não contas municipais. Estão impressas por fronteira de mandato e não são atribuídas a ninguém, pelas razões da secção de abertura. O desemprego registado é o stock de dezembro publicado pelo instituto do emprego, não uma média anual. O ganho médio mensal é o inquérito de ganhos do ministério, publicado através do instituto de estatística.
| Ano | População | Desempregados inscritos (dezembro) | Empresas | Dormidas | Ganho médio mensal |
|---|---|---|---|---|---|
| **Mandato 2009–2013** | |||||
| 2009 | — | 2 573 | 7 303 | — | €940 |
| 2010 | — | 2 567 | 6 984 | — | €992 |
| 2011 | 56 582 | 2 893 | 6 722 | 312 696 | €1 002 |
| 2012 | 56 247 | 3 745 | 6 421 | 309 544 | €1 020 |
| 2013 | 55 847 | 3 720 | 6 306 | 330 149 | €1 035 |
| **Mandato 2013–2017** | |||||
| 2014 | 55 416 | 2 996 | 6 298 | 375 983 | €1 039 |
| 2015 | 55 123 | 2 727 | 6 410 | 458 925 | €1 037 |
| 2016 | 54 783 | 2 502 | 6 564 | 516 066 | €1 043 |
| 2017 | 54 490 | 1 754 | 6 838 | 585 931 | €1 078 |
| **Mandato 2017–2021** | |||||
| 2018 | 54 270 | 1 440 | 7 028 | 645 404 | €1 099 |
| 2019 | 54 220 | 1 443 | 7 059 | 659 561 | €1 122 |
| 2020 | 53 885 | 1 928 | 6 887 | 299 528 | €1 167 |
| 2021 | 55 711 | 1 286 | 7 118 | 396 696 | €1 216 |
| **Mandato 2021–2025** | |||||
| 2022 | 56 917 | 1 209 | 7 416 | 622 819 | €1 282 |
| 2023 | 58 070 | 1 313 | 7 603 | 694 845 | €1 370 |
| 2024 | 58 661 | 1 596 | 7 907 | 709 328 | €1 484 |
Quatro cautelas, todas elas do próprio ficheiro de evidência.
A série da população dá um degrau entre 2020 e 2021 e continua a subir depois disso. O ficheiro de evidência não regista qualquer nota que explique esse degrau, e este documento não o lê como migração de um ano; imprime a série tal como publicada. As estimativas municipais de população anteriores a 2011 existem apenas sobre uma base geográfica ultrapassada e não são comparáveis, e é por isso que 2009 e 2010 estão vazios.
A contagem de empresas muda de versão estatística entre 2022 e 2023, quando mudou a classificação territorial, e não há ano de sobreposição publicado a nível municipal para medir a quebra.
A série das dormidas cobre um universo de estabelecimentos que se alargou no início da década de 2010, quando o alojamento rural e local passou a ser incluído, pelo que os primeiros valores não são estritamente comparáveis com os últimos. Não existem valores municipais anteriores a 2011 em qualquer indicador publicado.
O ganho médio mensal vem de três versões sucessivas do indicador, que concordam até ao arredondamento nos anos de sobreposição.
O poder de compra per capita é publicado de dois em dois anos, pelo que tem a sua própria tabela curta. É um índice com a média nacional em cem.
| Ano | Poder de compra per capita |
|---|---|
| 2009 | 118,65 |
| 2011 | 112,47 |
| 2013 | 111,02 |
| 2015 | 116,39 |
| 2017 | 117,31 |
| 2019 | 117,78 |
| 2021 | 111,98 |
| 2023 | 111,47 |
As contas trazem uma série de despesa em cultura para os anos legíveis, e os buracos nela são os já conhecidos: os relatórios de 2012 a 2014 são os ilegíveis, pelo que a série não pode começar antes de 2015; o dossiê de 2020 é digitalizado; 2024 não tem dossiê nenhum. Uma correção, impressa em vez de escondida: a primeira publicação deste documento afirmava que a linha desaparece depois de 2019, porque os relatórios mais recentes reportariam apenas os grandes grupos de funções. Era falso — herdado de uma nota de extração que tinha lido a página do resumo por grupos e parado aí — e foi apanhado quando o vertical companheiro dos pelouros releu os mesmos relatórios e encontrou o quadro completo por função na página seguinte, em 2021, em 2022 e em 2023. O registo de verificação tem o relato completo.
| Ano | Serviços culturais, recreativos e religiosos, pagos no plano |
|---|---|
| 2015 | €101 378 |
| 2016 | €158 246 |
| 2017 | €559 047 |
| 2018 | €286 736 |
| 2019 | €2 854 445 |
| 2021 | €1 769 728 |
| 2022 | €1 965 144 |
| 2023 | €2 046 093 |
| 2025 | €1 782 427 |
O outro sítio onde a cultura pode ser contada é o inquérito do instituto de estatística ao que as câmaras municipais gastam em atividades culturais e criativas. É um conceito diferente, recolhido por outra entidade sobre outra definição, e as duas tabelas não podem ser lidas como uma série. Começa em 2013.
| Ano | Despesa municipal em atividades culturais e criativas |
|---|---|
| 2013 | €2 336 171 |
| 2014 | €2 133 157 |
| 2015 | €1 341 323 |
| 2016 | €3 642 920 |
| 2017 | €1 789 355 |
| 2018 | €2 196 742 |
| 2019 | €2 864 116 |
| 2020 | €2 987 118 |
| 2021 | €5 281 501 |
| 2022 | €3 581 787 |
| 2023 | €3 556 435 |
| 2024 | €3 065 620 |
A despesa municipal em cultura anterior a 2013 existe nas tabelas do instituto de estatística apenas sob um conceito mais antigo e não comparável, que não foi recolhido.
O mandato instalado em 2025 ainda não pode ser avaliado por contas. O seu primeiro orçamento, porém, existe e é público: as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026, publicadas pelo município. O que se segue é o que esse documento diz, e não o que aconteceu. Nada dele foi executado à data em que isto se escreve, e as contas que o irão testar são as de 2026.
Um aviso antes dos valores, e é a razão das adagas. O corpo do relatório do plano extrai com limpeza. Os seus anexos — o plano plurianual de investimentos e o plano de atividades, onde vivem as linhas dos projetos — são uma camada digitalizada em que dígitos e designações são frequentemente ilegíveis. Cada valor abaixo que saiu dessa camada vai marcado com †, e a sua linha do ledger regista a recuperação: a leitura usada, a segunda passagem independente que concordou com ela, e a aritmética das próprias colunas do quadro que fecha sobre ela. As linhas que não foi possível recuperar honestamente estão ausentes, em vez de adivinhadas.
O tamanho disto. O plano fixa a receita e a despesa em €110 840 577 para 2026, um acréscimo de €6 840 577 face ao valor estimado de 2025, que o próprio documento imprime como 6,58%. A despesa com pessoal é €33 344 550 desse total. As transferências para as doze freguesias são €1 531 067, ou 19,01% do conjunto das transferências que o município prevê conceder. E a taxa de IMI que este documento seguiu de 0,45% até 0,43% mantém-se em 0,37% no plano, com uma minoração de 30% para as freguesias rurais.
Os quatro eixos. O plano organiza as suas opções em quatro eixos estratégicos e imprime um envelope para cada um. As designações são as do próprio plano.
| Eixo | Envelope para 2026 |
|---|---|
| I — Dinamizar a Economia Local e Criar Oportunidades | €5 945 901 |
| II — Construir uma Évora mais Justa, Inclusiva e Viva | €11 779 515 |
| III — Valorizar o Território e Preparar um Futuro Sustentável | €35 681 351 |
| IV — Modernizar a Autarquia e Aproximá-la das Pessoas | €12 559 534 |
| As opções do plano, no total | €65 966 301 |
O ano da Capital da Cultura, declarado duas vezes. O plano afirma que €7 470 000 de aquisição de bens de capital estão alocados aos investimentos da iniciativa Capital Europeia da Cultura. O seu próprio anexo de investimentos diz outra coisa. O objetivo que carrega a iniciativa inscreve €14 798 219† para 2026 — dos quais €7 648 219† têm financiamento definido e €7 150 000† não têm. Retirem-se da parte definida as duas linhas desse objetivo que não são aquisição de bens de capital — uma quota de associação e um valor simbólico para um monumento megalítico — e restam €7 647 119†, que ficam €177 119† acima do valor que o relatório declara. Nada do que aqui foi lido explica a diferença. Não foi alisada: os dois valores estão impressos, e a aritmética entre eles está escrita na linha do ledger.
Onde está o dinheiro. Estas são as maiores dotações de 2026 que esta leitura conseguiu recuperar dos anexos do plano. Cada linha leva a adaga, porque cada linha desses anexos teve de ser recuperada. As linhas dos projetos da Capital da Cultura não estão repetidas aqui — pertencem ao parágrafo acima — e, fundido nesta lista, o Rossio de São Brás ficaria no topo dela.
| Linha, como o anexo a designa | Dotação para 2026 |
|---|---|
| Amortizações de empréstimos bancários de médio e longo prazo | €4 632 806† |
| Hospital Central do Alentejo — acessibilidades | €4 008 561† |
| Requalificação da rede viária do concelho | €3 120 507† |
| Plano Local de Habitação | €1 830 250† |
| Bairros Comerciais Digitais | €1 277 776† |
| Iluminação pública e sistema de videovigilância | €1 000 000† |
| Estratégia de eficiência energética do Alentejo Central | €897 218† |
| Sistema integrado de trânsito, transportes e estacionamento | €885 441† |
| Projetos LIFE | €836 254† |
| PRR — regeneração urbana | €823 326† |
A primeira linha desse quadro não é investimento de todo. É serviço da dívida — a amortização dos empréstimos bancários que este documento seguiu durante quinze anos — inscrito dentro do plano de investimentos, e é a maior linha do quadro.
O plano discorda de si próprio em três sítios. Estão impressos porque um documento que não consegue somar os seus próprios totais é, ele mesmo, um facto sobre o documento, e porque quem for conferir estes valores contra a fonte vai encontrar os três.
Orçamentado e financiado não são a mesma coisa. O anexo de investimentos separa, linha a linha, a parte de 2026 cujo financiamento está definido da parte cujo financiamento não está. Três linhas carregam quase todo o significado.
Orçamentar dinheiro que entidades de fora ainda não comprometeram, e depois não o receber, é o mecanismo que o documento companheiro deste repositório aponta para as taxas de execução em queda dos últimos anos. O plano de 2026 inscreve-o outra vez (inferência; o plano afirma cada linha e cada repartição de financiamento, e não afirma padrão algum).
Tudo o que está acima é o registo; esta secção é uma leitura dele, acrescentada a pedido do dono e assinada pelo seu autor. Foi escrita pelo modelo que dirigiu e verificou este documento, e não pelo que o montou — o construtor e o signatário são sistemas diferentes, que é a disciplina de revisão deste repositório aplicada à opinião tanto como ao facto. Cada valor nela repete uma linha do ledger já impressa acima; as ligações são interpretação e dizem (inferência) onde vão para lá do registo.
Uma história, três capítulos. O registo lê-se como um arco contínuo: um município que entrou no período a pagar aos seus fornecedores em dois anos (755* dias), cuja verdadeira dívida herdada ainda estava a ser descoberta anos depois — €82 871 523 medidos duas semanas após a mudança de executivo de 2013 e €95 082 510 na reexpressão final — e que depois passou uma década a desbastar a montanha, com o excesso sobre o teto legal a cair de €32 559 910 para nada até 2020. No último mandato o desbaste parou e a fila voltou a alongar-se: 22 dias em 2023 e depois 137 em 2025, com pagamentos em atraso de €4 976 172. A mudança de executivo de 2025 entrega um município que é legal, apertado de tesouraria, e com €54 379 035 de dívida (inferência; cada valor está na sua própria secção acima).
O que cada partido pode de facto reclamar. O mandato do PS de 2009–2013 é dono da maior decisão do período — a entrada no PAEL, €32 166 372 — e os seus próprios anos são os que menos registo deixaram neste documento: os relatórios que contariam o seu lado são os ilegíveis. Isso é, em si, um facto de governação — os anos que mais precisam de explicação são os pior documentados (inferência). Os anos de maioria da CDU são donos do saneamento: o empréstimo de saneamento financeiro de €32 500 000, os acordos da água, e uma disciplina verificada de fora do município — o índice do regulador cai de 242,6% para 105,5% sem uma interrupção na tabela. O custo ficou onde o amortecedor fica sempre: o investimento tocou o mínimo da sua série (€2 255 111 em 2017) antes do seu máximo (€7 537 452 em 2021). O mandato da CDU em minoria é dono do título de Capital da Cultura, converteu a dívida antiga da água em dívida bancária, e para lá disso pouco conseguiu fazer passar; os sinais de aperto voltaram e um ano de contas ficou por assinar. Se esse capítulo se lê como pior governação ou como governar sem votos é uma distinção que o registo não consegue fazer, e este documento não finge que consegue (inferência).
Os índices recusam a pergunta partidária. O stock de desemprego de dezembro caiu de 3 720 para 1 596 ao longo do período; as dormidas passaram de 312 696 para 709 328; o ganho médio de €940 para €1 484. Os três moveram-se com as marés nacionais — o boom do turismo, a subida em escada do salário mínimo — e nada do que aqui foi lido fornece o contrafactual que recortaria a parte de cada executivo neles (inferência). Uma série acaba abaixo de onde começou: o poder de compra per capita, 118,65 na primeira edição da janela, 111,47 na última, atravessando executivos de várias cores. Se há um índice que merece a atenção do próximo mandato, é esse (inferência).
A lição mais afiada é institucional, e não partidária. A aritmética de mandatos que deixou um executivo de dois mandatos governar quatro anos é a mesma aritmética que deixou cinco votos rejeitar um ano de contas. Neste registo, as maiorias produziram um saneamento sem recuos; a minoria produziu um saneamento parado e um ano por assinar (inferência; as secções de mandato acima têm a evidência das duas metades). O executivo instalado em 2025 tem três mandatos em sete.
O que verificar a seguir, uma linha para cada. A taxa de execução de 2026, contra a série descendente que o documento companheiro tabela. Se a fila dos fornecedores vira antes de tudo o resto. Se o ano da Capital da Cultura aparece nas tabelas de cultura acima ou nos livros de outras entidades. As taxas de execução do Rossio de São Brás e da via de acesso ao hospital quando as contas de 2026 aparecerem, contra as dotações que a secção do plano imprime para ambos. Como vota a assembleia municipal essas mesmas contas de 2026, dada a repartição de mandatos acima. E o próximo ficheiro do regulador: o índice está em 105,5%, e descer abaixo de cem seria o verdadeiro fim da era do resgate (inferência).
Acrescentado no mesmo dia, depois de uma segunda escavação. Três ligações ficaram mais afiadas depois da primeira publicação. A fila de pagamentos segue os empréstimos: colapsou depois de cada consolidação — 755* dias antes do empréstimo de 2016 e 89 depois dele, 22 em 2023 — e o seu atual regresso a 137 está a acontecer sem empréstimo de consolidação algum que compre alívio (inferência; cada valor está nas tabelas acima). As pessoas do município e a sua despesa com pessoal contam duas histórias diferentes: os efetivos caíram durante uma década enquanto a remuneração subia, e depois um ano — 2022 — acrescentou trezentos e seis trabalhadores com as escolas transferidas, pelo que o degrau da despesa com pessoal na tabela das finanças é sobretudo gente a chegar, e não o efeito isolado das atualizações salariais (inferência). E o primeiro plano do executivo que entrou repete o mecanismo mais antigo deste registo: a sua maior linha leva €9 500 000† com €2 350 000† de financiamento efetivamente definido; o dinheiro do acesso ao hospital regressa depois de um ano cujas contas registam o protocolo que o sustenta a receber nada, e depois de um ano que nunca chegou a ter contas; e o plano de habitação inscreve €34 515 587† ao longo dos anos, com €256 407† definidos para 2026. A distância entre orçamento e dinheiro não é um hábito do passado; está agendada para as primeiras contas do novo mandato (inferência).
Fontes.
Technical Source/raw/accounts_history/. Os relatórios de 2010 a 2014 e todo o dossiê de 2020 não têm camada de texto utilizável; não se correu OCR, por regra, e os buracos que daí resultam aparecem como lacunas em vez de preenchidos.A cadeia de extração. Três agentes de evidência produziram os ficheiros em bruto sob Technical Source/raw/: um leu os quinze anos de contas e registou, para cada indicador, o valor, o ficheiro, a página e a linha textual de onde veio; outro obteve os resultados eleitorais oficiais e a cronologia das presidências e registou os resíduos do cruzamento e as questões em aberto; outro obteve as séries socioeconómicas e registou, série a série, os códigos de indicador, as versões, as verificações de sobreposição e os anos que não existem. Nenhum deles escreveu prosa. Uma quarta etapa — o construtor ao lado deste documento — transformou esses ficheiros em linhas do ledger, e verifica em vez de confiar: um valor de contas tem de aparecer entre os números da própria linha que o agente citou; um valor que o agente não citou é procurado por agulha no texto extraído do PDF de origem, tem de ter exatamente uma correspondência, e tem de aparecer na janela correspondida; um valor eleitoral ou estatístico é lido do JSON por caminho de campo. Uma linha que falhe qualquer destas verificações interrompe a construção, e nada é escrito.
A segunda escavação. Três ficheiros de evidência foram acrescentados depois de este documento ter sido publicado pela primeira vez — os quadros de pessoal, os resultados da assembleia e das freguesias, e o plano de 2026 — e correm sob as mesmas disciplinas, com uma extensão. Um valor de pessoal tem de estar entre os números da linha que o agente citou E essa linha, normalizada nos espaços, tem de ocorrer exatamente uma vez no texto extraído do próprio relatório de origem: as duas verificações aplicadas à mesma linha. As contagens por freguesia são calculadas aqui a partir dos doze ficheiros oficiais, e cada linha calculada nomeia as freguesias que contou. Um valor do plano de 2026 tem de aparecer no excerto que o agente registou; onde a digitalização do anexo destruiu a linha, tem de aparecer antes na nota de recuperação dessa entrada — a nota que diz que segunda leitura concordou e que soma do próprio quadro fecha — e então imprime-se com uma adaga, marcador imposto nos dois sentidos pela verificação de sanidade, tal como o asterisco comparativo.
Lacunas, declaradas em vez de preenchidas. Os relatórios de 2010 a 2014 e o dossiê de 2020 são ilegíveis, pelo que cinco indicadores faltam para 2010 e 2011 e vários faltam ou são comparativos para 2012 e 2013, para 2014 e para 2020. Não existe nenhum documento de contas de 2024. As séries municipais de população e de dormidas não existem antes de 2011, e a despesa municipal em cultura não existe no conceito atual do instituto de estatística antes de 2013. O nome legal completo do presidente interino é [verify]. A data exata da instalação do mandato de 2009 não foi fixada a partir de uma fonte oficial. A série de efetivos começa em 2012, porque é aí que começa o quadro dos próprios relatórios. O resultado da assembleia de 2021 assenta somente no portal de resultados, que publica contagens provisórias, pelo que não é impresso. A maior parte das linhas dos anexos de investimentos do plano de 2026 não foi recuperável da digitalização, e as que foram estão marcadas. Nenhum destes buracos foi preenchido por estimativa.
Como verificá-lo. Cada número acima resolve-se a partir de ledger.json por identificador; o texto-modelo ao lado deste ficheiro não contém dígitos próprios, e a construção recusa-se a escrever se um marcador ficar por resolver. Cada linha do ledger leva o URL da sua fonte, o carimbo temporal da recolha, o texto exato correspondido ou o caminho JSON, a sua banda de sanidade, as entidades a que pode ser creditada e — quando é transportada do documento companheiro ou lida de uma coluna comparativa — uma nota que o diz. O portão de commit do repositório reconcilia as duas edições deste documento contra esse único ledger, verifica atribuições, afirmações quantificadas e adjacência de números, mantém o markdown e o HTML fiéis um ao outro, e corre as bandas de sanidade. O que os portões não conseguem verificar — se uma frase lê mal a sua fonte — é o trabalho da revisão de verificação que se segue, por agentes que não escreveram este documento.