Texto gerado por inteligência artificial, segundo o Método.

Portugal — Avaliação Económica Regional, Agosto de 2026

Data: Agosto de 2026. Regiões: NUTS2. Fontes: apenas INE (API JSON) e Eurostat.


Secção 1 de 8

Limitações

  • Versões NUTS. Tanto o Eurostat como o INE servem Portugal na classificação NUTS 2024 (9 regiões NUTS2). Uma tabela (a série longa de ganhos) existe apenas em NUTS 2013 (7 regiões); as duas não podem ser comparadas região a região.
  • Todos os valores de PIB de 2024 são provisórios — o Eurostat serve-os com o indicador de estado p.
  • O que não existe ao nível NUTS2: as séries regionais do inquérito ao emprego do Eurostat não têm valores anteriores a 2019 para as cinco regiões cujos limites mudaram na NUTS 2024 (Centro, Oeste e Vale do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo); o indicador de ganhos em NUTS-2024 começa em 2021 (os seus próprios metadados: primeiro período 2021); o indicador de poder de compra do INE em NUTS 2024 tem uma única edição, 2023 (primeiro período = último período = 2023).

Subir ↑Secção 2 de 8

Síntese

  • O PIB per capita de Portugal situou-se em 82 % da média da UE-27 em PPS em 2024 (provisório), face a 77 em 2013. A convergência é real mas lenta: +5 pontos em onze anos.
  • A Grande Lisboa é a única região acima da média da UE-27 — 129 em 2024. A região mais fraca, a Península de Setúbal, está em 55: um fosso de 74 pontos dentro do antigo limite de uma única área metropolitana. (inferência: a divisão de 2024 da antiga região de Lisboa em Grande Lisboa e Península de Setúbal expõe um fosso que a classificação anterior diluía na média.)
  • A convergência mais rápida da década está nas regiões de turismo — Algarve +13 pontos para 89, Madeira +14 para 88. A mais lenta está no continente fora de Lisboa: Oeste e Vale do Tejo e Península de Setúbal ganharam +1 ponto cada.
  • O trabalho é o ponto forte de Portugal: a taxa de emprego dos 20–64 anos (79,6 % em 2025) está acima da média da UE-27 (76,1 %) em todas as nove regiões, e o desemprego iguala a média da UE (6,0 %). Há uma década, o desemprego era 16,5 % a nível nacional.
  • Os ganhos contam a história oposta à do emprego: o ganho bruto médio mensal foi 1576,0 € em 2024; só a Grande Lisboa (1935,7 €) excede o valor nacional, com o Algarve no mínimo, a 1320,2 € — emprego alto, salários baixos, em todo o lado fora da capital. (inferência)
  • O índice de poder de compra do INE (2023) diz que o fosso do lado do consumo é mais estreito do que o do lado da produção: Grande Lisboa 127,58 contra um mínimo dos Açores de 87,62 (Portugal = 100) — um fosso de cerca de 40 pontos, contra 74 no PIB. (inferência: os movimentos pendulares e as transferências deslocam rendimento através do Tejo; a Península de Setúbal produz a 55 mas consome a 99,35.)

Subir ↑Secção 3 de 8

PIB per capita — nível, distância à UE e uma década de movimento

NUTS 2024. Valores de 2024 provisórios. PPS = Paridade de Poder de Compra Padrão («Purchasing Power Standard», na designação do Eurostat), UE-27 = 100.

RegiãoPIB/cap 2024 (€)PIB/cap 2024 (PPS)Índice 2024 (UE-27 = 100)Índice 2013Δ 2013–2024 (p.p.)
Norte23 30028 3007164+7
Centro23 20028 2007166+5
Oeste e Vale do Tejo21 20025 8006564+1
Grande Lisboa42 30051 500129125+4
Península de Setúbal18 20022 1005554+1
Alentejo25 30030 8007771+6
Algarve29 30035 6008976+13
Açores23 80029 0007369+4
Madeira29 00035 3008874+14
Portugal27 10032 9008277+5
UE-2739 90039 900100100+0

Fonte: Eurostat (intergovernamental), conjunto de dados nama_10r_2gdp, obtido a 2026-08-03. https://ec.europa.eu/eurostat/api/dissemination/statistics/1.0/data/nama_10r_2gdp?format=JSON&lang=EN&unit=EUR_HAB&unit=PPS_EU27_2020_HAB&unit=PPS_HAB_EU27_2020&geo=PT11&geo=PT15&geo=PT19&geo=PT1A&geo=PT1B&geo=PT1C&geo=PT1D&geo=PT20&geo=PT30&geo=PT&geo=EU27_2020&sinceTimePeriod=2013

Nível e distância à UE. Portugal produz 82 % da média da UE-27 por habitante em PPS; em euros nominais a distância é maior (27 100 € contra 39 900 €). Oito das nove regiões estão abaixo da média da UE.

Amplitude. 74 pontos de índice separam a Grande Lisboa (129) da Península de Setúbal (55). (inferência: este é o fosso mais largo da tabela por construção da nova classificação — a antiga Área Metropolitana de Lisboa diluía as duas margens do Tejo num único valor; a NUTS 2024 mostra pela primeira vez, em separado, o prémio da capital e a fraqueza da sua coroa pendular. O 129 da Grande Lisboa não deve ser lido como «Lisboa ficou mais rica do que os antigos números da AML mostravam» — é a mesma economia medida num limite mais estreito.)

Direção. Todas as regiões convergiram ou mantiveram a posição em 2013–2024; nenhuma recuou. O movimento é desigual: as duas regiões dominadas pelo turismo ganharam dois dígitos (Algarve +13, Madeira +14 — ambas tinham caído a fundo em 2020 e recuperaram para lá da posição pré-pandemia na mesma série (inferência a partir dos anos intermédios do mesmo conjunto de dados)), o continente norte e centro ganhou com solidez (Norte +7, Alentejo +6, Centro +5), e a coroa em torno de Lisboa mal se moveu (Oeste e Vale do Tejo +1, Península de Setúbal +1).

Subir ↑Secção 4 de 8

De que é feita cada economia regional — VAB por setor, 2023

NUTS 2024. Quotas do valor acrescentado bruto a preços correntes, %; calculadas a partir dos valores em milhões de euros do Eurostat.

RegiãoAgricultura (A)Indústria (B–E)da qual transformadora (C)Construção (F)Comércio, transportes, turismo, TIC (G–J)Financeiras, imobiliário, serviços às empresas (K–N)Setor público e outros (O–U)VAB total (mil M€)
Norte1,624,120,66,124,524,119,769,7
Centro3,327,023,55,422,419,822,132,4
Oeste e Vale do Tejo7,320,817,15,027,720,119,114,9
Grande Lisboa0,26,85,73,332,737,219,973,7
Península de Setúbal1,816,814,55,424,627,024,412,4
Alentejo13,721,014,64,419,917,623,410,0
Algarve3,74,52,36,141,625,618,511,5
Açores6,37,94,74,728,618,733,84,7
Madeira1,55,72,56,138,121,227,36,1
Portugal2,516,613,94,928,027,120,9235,6
UE-271,820,216,55,524,227,021,315 595,2

Fonte: Eurostat (intergovernamental), conjunto de dados nama_10r_3gva, obtido a 2026-08-03. https://ec.europa.eu/eurostat/api/dissemination/statistics/1.0/data/nama_10r_3gva?format=JSON&lang=EN&unit=CP_MEUR&geo=PT11&geo=PT15&geo=PT19&geo=PT1A&geo=PT1B&geo=PT1C&geo=PT1D&geo=PT20&geo=PT30&geo=PT&geo=EU27_2020&time=2013&time=2022&time=2023

As nove regiões são quatro tipos diferentes de economia (inferência):

  • Norte e centro industriais. O Centro é a região mais industrial de Portugal (27,0 % de indústria, da qual 23,5 de transformadora) e o Norte vem logo atrás (24,1 / 20,6) — ambos acima da quota industrial da UE-27 (20,2 %), como também estão, por margem estreita, o Alentejo (21,0 %) e o Oeste e Vale do Tejo (20,8 %). Portugal no seu conjunto (16,6 %) é marcadamente menos industrial do que a média da UE.
  • Uma capital de serviços. A Grande Lisboa é finanças, imobiliário e serviços às empresas (37,2 %, o máximo nacional) mais comércio/transportes/TIC (32,7 %), com a indústria em 6,8 % — o perfil de um polo metropolitano de serviços, e quase um terço do VAB nacional (73,7 mil M€ de 235,6 mil M€).
  • Costas e ilhas de turismo. O Algarve assenta 41,6 % em comércio, transportes, alojamento e TIC — a região mais dependente de um único setor em toda a tabela — e a Madeira 38,1 %. Os Açores apoiam-se antes no setor público (33,8 %, o máximo nacional).
  • Interior agrícola. A quota agrícola do Alentejo, 13,7 %, é sete vezes a média da UE (1,8 %) e a mais alta do país; seguem-se o Oeste e Vale do Tejo (7,3 %) e os Açores (6,3 %).
Subir ↑Secção 5 de 8

Mercado de trabalho — emprego e desemprego

NUTS 2024. Taxa de emprego 20–64 anos (%), taxa de desemprego 15–74 anos (%). As séries regionais das cinco regiões com limites alterados começam em 2019; a visão da década existe apenas para as quatro regiões sem alteração e para os agregados nacional/UE.

Taxa de emprego, 2019 → 2025

Região20192025Δ 2019–2025 (p.p.)
Norte74,378,2+3,9
Centro77,180,5+3,4
Oeste e Vale do Tejo77,078,8+1,8
Grande Lisboa78,581,9+3,4
Península de Setúbal76,879,9+3,1
Alentejo74,880,2+5,4
Algarve77,980,6+2,7
Açores71,276,7+5,5
Madeira73,677,2+3,6
Portugal76,179,6+3,5
UE-2773,176,1+3,0

Taxa de emprego, visão da década (apenas regiões sem alteração de limites)

Região20132025Δ 2013–2025 (p.p.)
Norte63,278,2+15,0
Algarve66,680,6+14,0
Açores61,076,7+15,7
Madeira62,077,2+15,2
Portugal65,379,6+14,3
UE-2767,476,1+8,7

Fonte: Eurostat (intergovernamental), conjunto de dados lfst_r_lfe2emprt (sexo T, idades 20–64), obtido a 2026-08-03. https://ec.europa.eu/eurostat/api/dissemination/statistics/1.0/data/lfst_r_lfe2emprt?format=JSON&lang=EN&sex=T&age=Y20-64&unit=PC&geo=PT11&geo=PT15&geo=PT19&geo=PT1A&geo=PT1B&geo=PT1C&geo=PT1D&geo=PT20&geo=PT30&geo=PT&geo=EU27_2020&sinceTimePeriod=2013

Taxa de desemprego, 2019 → 2025

Região20192025Δ 2019–2025 (p.p.)
Norte6,76,3−0,4
Centro4,95,0+0,1
Oeste e Vale do Tejo5,25,2+0,0
Grande Lisboa6,76,4−0,3
Península de Setúbal8,38,0−0,3
Alentejo7,25,5−1,7
Algarve7,05,7−1,3
Açores7,74,9−2,8
Madeira6,95,4−1,5
Portugal6,56,0−0,5
UE-276,76,0−0,7

Taxa de desemprego, visão da década (apenas regiões sem alteração de limites)

Região20132025Δ 2013–2025 (p.p.)
Norte17,56,3−11,2
Algarve17,15,7−11,4
Açores16,84,9−11,9
Madeira18,05,4−12,6
Portugal16,56,0−10,5
UE-2711,46,0−5,4

Fonte: Eurostat (intergovernamental), conjunto de dados lfst_r_lfu3rt (sexo T, idades 15–74), obtido a 2026-08-03. https://ec.europa.eu/eurostat/api/dissemination/statistics/1.0/data/lfst_r_lfu3rt?format=JSON&lang=EN&sex=T&age=Y15-74&unit=PC&isced11=TOTAL&geo=PT11&geo=PT15&geo=PT19&geo=PT1A&geo=PT1B&geo=PT1C&geo=PT1D&geo=PT20&geo=PT30&geo=PT&geo=EU27_2020&sinceTimePeriod=2013

Nível e distância à UE. É aqui que Portugal se destaca: o emprego (79,6 %) está acima da média da UE-27 (76,1 %) em absolutamente todas as regiões — mesmo a mais fraca, os Açores com 76,7 %, fica acima. O desemprego (6,0 %) iguala exatamente a média da UE.

Amplitude. A dispersão regional é pequena em comparação com o PIB: o emprego abrange cerca de cinco pontos (Açores 76,7 a Grande Lisboa 81,9), o desemprego cerca de três (Açores 4,9 a Península de Setúbal 8,0 — Setúbal de novo a entrada continental mais fraca).

Direção. O movimento da década é dramático onde pode ser medido: o desemprego nacional caiu de 16,5 % para 6,0 % (−10,5 pontos contra −5,4 da UE), e o emprego subiu +14,3 pontos contra +8,7 da UE. (inferência: o ano-base 2013 é o fundo da crise das dívidas soberanas, pelo que os números da década favorecem Portugal; o painel 2019→2025 é a leitura mais limpa, e continua a mostrar Portugal a melhorar ligeiramente mais depressa do que a UE.)

Subir ↑Secção 6 de 8

Ganho médio mensal

NUTS 2024. Ganho médio mensal, €, trabalhadores por conta de outrem a tempo completo com remuneração completa declarada (Quadros de Pessoal, MTSSS/GEP, publicado pelo INE). Valores nominais. A série NUTS-2024 começa em 2021.

Região2021 (€)2024 (€)
Norte1187,21474,7
Centro1157,61410,9
Oeste e Vale do Tejo1115,61346,6
Grande Lisboa1609,11935,7
Península de Setúbal1296,71545,4
Alentejo1171,21409,5
Algarve1106,31320,2
Açores1126,11431,9
Madeira1212,41406,8
Portugal1289,51576,0

Fonte: INE (governo; dados do MTSSS/GEP, Quadros de Pessoal), indicador 0012656, obtido a 2026-08-03. https://www.ine.pt/ine/json_indicador/pindica.jsp?op=2&varcd=0012656&Dim1=S7A2021%2CS7A2024&lang=PT

Contexto da década — limites NUTS 2013

Região (NUTS 2013)2013 (€)2022 (€)
Norte963,41253,5
Centro940,41204,2
Área Metropolitana de Lisboa1383,61655,6
Alentejo994,11209,2
Algarve931,01150,8
Açores979,21191,1
Madeira1067,91244,1
Portugal1091,31362,4

Fonte: INE (governo; dados do MTSSS/GEP, Quadros de Pessoal), indicador 0009047 (NUTS 2013), obtido a 2026-08-03. https://www.ine.pt/ine/json_indicador/pindica.jsp?op=2&varcd=0009047&Dim1=S7A2013%2CS7A2022&lang=PT

Nível e amplitude. Só a Grande Lisboa (1935,7 €) paga acima da média nacional (1576,0 €). O piso é o Algarve, com 1320,2 € — a região com uma das taxas de emprego mais altas paga os salários mais baixos, que é a cara de uma economia de serviços sazonais (inferência). O prémio de Lisboa vem de longe: já é o padrão na tabela de 2013 em NUTS-2013.

Direção. Os ganhos subiram fortemente em termos nominais em todas as regiões, em ambas as séries. São valores nominais: a janela 2021–2024 contém o surto inflacionista, pelo que o crescimento real é materialmente inferior ao que o salto nominal sugere (inferência; não existe deflator regional em nenhuma das fontes a este grão).

Subir ↑Secção 7 de 8

Poder de compra — o índice do lado do consumo do INE, 2023

NUTS 2024. Poder de compra per capita, Portugal = 100. Bienal; 2023 é a única edição nesta classificação.

RegiãoPoder de compra per capita 2023 (Portugal = 100)
Norte94,45
Centro90,00
Oeste e Vale do Tejo89,85
Grande Lisboa127,58
Península de Setúbal99,35
Alentejo90,17
Algarve97,07
Açores87,62
Madeira88,12
Portugal100,00

Fonte: INE (governo), Estudo sobre o poder de compra concelhio, indicador 0014580, obtido a 2026-08-03. https://www.ine.pt/ine/json_indicador/pindica.jsp?op=2&varcd=0014580&Dim1=S7A2023&lang=PT

Nível e amplitude. A Grande Lisboa (127,58) é de novo a única região acima da linha nacional, e as ilhas são o piso (Açores 87,62, Madeira 88,12). Mas a amplitude — cerca de 40 pontos — é muito mais estreita do que os 74 pontos do PIB, e a ordenação muda: a Península de Setúbal está quase na média nacional (99,35) apesar de produzir a 55 % da média da UE. (inferência: o poder de compra segue onde as pessoas vivem e ganham, o PIB segue onde trabalham; a península de Setúbal é a cunha pendular mais nítida do país. A posição das ilhas também se inverte — meio da tabela em PIB por habitante, fundo em poder de compra.)

Subir ↑Secção 8 de 8

Avaliação — inferência do princípio ao fim

O problema regional de Portugal em 2026 não é o emprego — todas as regiões batem a média da UE — e é só em parte a clássica divisão litoral/interior. É que apenas uma região gera produto e salários ao nível da média europeia, e a mudança de classificação torna-o visível: a Grande Lisboa em 129 contra um país que, de resto, se estende entre 55–89. A convergência com a UE está a acontecer (+5 pontos nacionais em onze anos) mas está a ser desproporcionadamente puxada pelo ressalto das regiões de turismo, as mesmas regiões com os salários mais baixos — o Algarve combina um índice de PIB de 89 com uma taxa de emprego de 80,6 % e os ganhos mais baixos das nove regiões (1320,2 €). O norte e o centro industriais convergem com constância mas de níveis baixos; a coroa em torno de Lisboa (Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal) é a parte estagnada do mapa do lado da produção, ainda que o poder de compra do lado do consumo aí esteja perto da média nacional. Se a pergunta é «onde é que os fossos estão a fechar», a resposta destes cinco indicadores é: com a UE, devagar; entre regiões portuguesas, quase nada no produto — a composição da amplitude muda, mas a sua largura não.

Subir ↑

Edição tal como foi publicadapublicado a